Foto rara de 1958: Estrela Futebol Clube – Miguel Pereira (RJ)

Por Sérgio Mello

Modelo de 1958

Estrela Futebol Clube é uma agremiação da cidade de Miguel Pereira, situada na região Centro-Sul Fluminense (Vale do Café), a cerca de 120 km da capital do estado do Rio de Janeiro. Localizada na Serra do Tinguá, com uma população de 25.582 habitantes (segundo o Censo do IBGE/2020), a aproximadamente 618 metros acima do nível do mar, a cidade é conhecida por seu clima ameno e como estância climática.

Guarda a lembrança e o privilégio de ter sido o 1º clube de futebol da vila, justamente durante os anos em que ela perdia a denominação de município de Estiva para se transformar em Professor Miguel Pereira (atual: município de Miguel Pereira).

Foi Fundado na terça-feira, do dia 04 de setembro de 1928, o Estiva Atlético Clube, homenagem ao antigo nome da cidade, graças à união de uma humilde, porém significativa parcela da população da vila, na qual destacavam-se comerciantes, ferroviários e criadores de gado, o clube.

Então sem sede, estatutos e sem dinheiro, representado unicamente por vinte e poucos jogadores de futebol que desejavam medir forças com o Portela Atlético Clube – conseguiu motivar e arregimentar para os seus quadros alguns dos mais expressivos nomes da localidade na época, como: Bonifácio de Macedo Portella, Aurélio Barile, Geraldino Caetano da Fraga (Dino), Nagib Ahouage, Rigoletto Cristofaro e Manoel “Manduca” Bernardes Sobrinho, todos muito preocupados com a ausência daquele esporte no lugar e, certamente, roídos por uma justificável inveja ao ver a ascensão do Portela Atlético Clube na região.

Durante dois anos (1930), reinou no recém-batizado município de Miguel Pereira uma forte unanimidade em torno do Estiva Atlético Clube (na década de 30, os jornais cariocas denominavam como: Estiva Football Club), até porque seus próceres assim deviam agir em contraposição direta ao prestígio portelense.

Assim, naquele ano, os mais influentes conselheiros do Estiva Atlético Clube indicaram para o ambicionado cargo a senhorita Conceição Setúbal Ritter, irmã do Dr. Oscar Setúbal Ritter, médico que frequentava Miguel Pereira com assiduidade e que também exercia um cargo na direção daquela agremiação.

Modelo atual

Escolha do nome da Madrinha gerou um ‘racha

Em 1930, porém, uma incontornável divergência, envolvendo a escolha da madrinha do clube, dividiu seus dirigentes. A situação mostrou-se muito delicada, visto que o cargo de madrinha possuía uma dimensão social extraordinária naqueles tempos de pioneirismo, sendo bastante ambicionado pelas senhoritas da localidade, até porque havia entre os desportistas um acordo tácito de anualmente renová-lo, dando assim oportunidade para que outras jovens da vila ocupassem um posto tão prestigioso.

Esse choque de interesses provocou um desacordo irremediável nas hostes do Estiva Atlético Clube, mesmo porque os demais dirigentes eram tão teimosos quanto o próprio Manduca.

Fachada da Sede com o escudo do Estrela F.C.

Tal ‘racha’ fez nascer o Miguel Pereira Atlético Clube

Tal escolha causou um profundo desagrado à numerosa família Bernardes, comandada por Manoel Francisco Bernardes Sobrinho, o Manduca, que já demonstrara o desejo de ver sua filha, Maria Ramos Bernardes, a Mariquita, ocupando solenemente aquela função social na cidade. Além do mais, a primeira indicação fora feita à revelia dos Bernardes, e Manduca, seu respeitado patriarca, jamais aceitaria uma imposição de tal natureza.

O conflito durou alguns dias e os dois lados não abriam mão de suas intransigentes posturas pessoais. Assim, quando o nome de Conceição Setúbal Ritter foi plenamente referendado em Assembleia Geral do Estiva, os Bernardes rebelaram-se em definitivo.

A primeira providência de Manduca foi reunir em sua residência os homens que o haviam apoiado em sua decisão de se desligar do Estiva Atlético Clube e alguns outros convidados especiais, cujo prestígio na vila pudesse manter viva a sua ideia. Lá compareceram Calmério Rodrigues Ferreira, o Juju, e seus irmãos Adalvet (Vevete) e Alzino Tintas, Felipe Carvalho, Dr. João Alberto Masô, Antônio Ferreira Real, Domingos Leitão, Francisco Peralta, Daniel Bernardes e dezenas de outros solidários amigos. Após a reunião foi decidido fundar o Miguel Pereira Atlético Clube no sábado, do dia 26 de abril de 1930.

Estrela F. Club inaugura o seu campo em 1930

No domingo, do dia 14 de dezembro de 1930, aconteceu a inauguração do campo do Estiva F. Club. O Correio da Manhã assim escreveu o evento: “Às 8 horas foi recebida na estação pela directoria, seus associados e famílias da localidade, a embaixada do Humayta Football Club, do Rio de Janeiro.

Há 1 hora o dr. Soares Filho, em nome da directoria, em discurso, fez entrega da fita a senhorita Conceição Bernardes Pinheiro, madrinha do club, que num improviso, agradeceu.

Às 2 horas realizou-se o encontro dos segundos teams do Humayta F. C., e Estiva F. C., com o resultado de 2 x 1 a favor do club visitante.

Às 8 1/2, teve início o encontro dos primeiros teams dos clubs acima, que depois de uma peleja deslumbrante, terminou por um empate de 3 x 8.

Às 5 horas foi servido uma mesa de doces ao club visitante e demais jogadores e aos convidados, falando nessa occasião o dr. Araujo Lima, que em nome da directoria, agradeceu aos convidados”.

Estiva enfrentou o Combinado Haddock Lobo Football Club

No domingo, do dia 26 de novembro de 1933, o Estiva Football Club enfrentou o Combinado Haddock Lobo Football Club. O Jornal do Commercio assim descreveu o encontro: “Afim de enfrentar, Estiva F. Club, de Miguel Pereira, partirá, para aquella localidade o Combinado Haddock Lobo Football Club.

Chefiando a embaixada seguirá o Sr. Djalma de Souza e a convite do Haddock Lobo, seguirá a embaixada do Esporte Club Guanabara. O Combinado Haddock Lobo vae conceder revanche ao Estiva, pois que já o venceu por 5 x 0.

A visita do Combinado Haddock Lobo a Miguel Pereira, coincide com o anniversario do Estiva, que tem a sua frente as esforçadas figuras dos Srs. Aurelio Barille, Bonifacio Portella e Najibe”.

Sai  ‘Estiva’ e entra ‘Estrela’

O Estiva Atlético Clube acabou alterando a sua nomenclatura para Estrela Futebol Clube, na quinta-feira, do dia 04 de abril de 1946, mantendo até os dias atuais. A sua Sede social fica localizado na Rua Francisco Alves, nº 60, no Centro de Miguel Pereira/RJ.

Time com a seguinte escalação: Manoel; Jair e Manoelito; Pedrinho, Paulo e Luiz; Jaime, Cabeção, J. Pretinho. Morici e Mário.

Estrela F.C. vence o Café Palheta F.C.

No domingo, do dia 09 de fevereiro de 1958, vibraram os torcedores simpatizantes do futebol amadorista da bela localidade de Miguel Pereira, na tarde de domingo último, com a realização do encontro entre as equipes do Estrela Futebol Clube, e a do Café Palheta Futebol Clube, do Rio.

A referida peleja agradou plenamente, a todos que compareceram ao campo dado o bom futebol posto em prática pelas duas equipes, notadamente a do Café Palheta Futebol Clube, que mesmo a despeito de ser derrotado realizou uma boa exibição, só não conseguindo um melhor resultado pela falta de pontaria dos seus dianteiros, sem que com isto se diminua o feito do conjunto local, que teve sua vitória valorizada pela atuação do adversário.

Tecnicamente as duas equipes se igualaram, entretanto quis o destino que o triunfo pendesse para o esquadrão do Estrela Futebol Clube pelo apertado escore de 3 a 2.

Grande acolhida

A delegação do Café Palheta Futebol Clube teve em Miguel Pereira uma grande acolhida, não só pela diretoria clube local como também pelos moradores locais. A caravana que acompanhou a equipe carioca foi uma das maiores já organizada pela simpática agremiação, cuja viagem foi feita pela Central do Brasil.

As duas equipes formaram com a seguintes constituições:

Estrela: Manoel; Jair e Manoelito; Pedrinho, Paulo e Luiz; Jaime, Cabeção, J. Pretinho. Morici e Mário.

Café Palheta: Aldo; Jorge e Escova; Adair, Fernandes e Walmir; Valadão, Wilson, Décio, Hélio e Hélcio.

Antecipando o encontro principal estiveram em ação as equipes de aspirantes das mesmas agremiações, encontro este que terminou com o justo empate de 2 a 2.

Sede social: Rua Francisco Alves, nº 60, no Centro de Miguel Pereira/RJ.

Outros

O Estrela ganhou o status de Utilidade Pública, no dia 13 de abril de 1962, sob o nº 19, às folhas 10/11 do Livro B.B., pela Câmara Municipal de Miguel Pereira, deliberada nº 217, no dia 30 de março de 1962, pelo então prefeito José Antônio da Silva.

Atualmente, o clube se concentra apenas no entretenimento na sua sede social, com eventos como bailes de carnaval, festas e shows. O esporte está momentaneamente sem atividades.   

ARTE: desenho dos escudos e uniformes – Sérgio Mello

FOTOS: Correio da Manhã (RJ) – Google Maps 

FONTESJornal Regional Rio – professor e historiador Sebastião Deister – Câmara Municipal de Miguel Pereira – Facebook do Estrela Futebol Clube – Jornal do Commercio (RJ) – Correio da Manhã (RJ) – Jornal dos Sports (RJ)  

Central Atlético Clube – Miguel Pereira (RJ): Fundado em 1955

O Central Atlético Clube foi uma agremiação da cidade de Miguel Pereira, situada na região Centro-Sul Fluminense (Vale do Café), a cerca de 120 km da capital do estado do Rio de Janeiro. Localizada na Serra do Tinguá, com uma população de 25.582 habitantes (segundo o Censo do IBGE/2020), a aproximadamente 618 metros acima do nível do mar, a cidade é conhecida por seu clima ameno e como estância climática.

O “Tricolor Miguelense” foi Fundado no sábado, do dia 22 de outubro de 1955, tendo a sua Sede social situado na Rua General Ferreira do Amaral, nº 46, no Centro de Miguel Pereira/RJ.

Breve história

Com o inesperado desaparecimento do futebol do Miguel Pereira Atlético Clube, a cidade passou a contar tão-somente com o Estrela Futebol Clube, sendo que no 2º Distrito o Portela Atlético Clube prosseguia em sua vitoriosa trajetória. Corria o ano de 1954, e Miguel Pereira e Portela viviam a efervescência dos movimentos populares voltados para sua emancipação político-administrativa.

João Deister – que ainda jovem colaborara na construção do campo do Miguel Pereira AC em 1930 – sentiu-se órfão com o eclipse do seu clube, e instigado por amigos e pelos filhos que tanto gostavam de futebol, resolveu reunir em torno de si uma plêiade de companheiros ferroviários no intuito de fundar uma nova agremiação na cidade, cujas hostes pudessem abrigar os jogadores que não obtinham vagas no Estrela FC ou no Portela AC e que, por essa razão, no podiam praticar seu esporte favorito.

De imediato, ele atraiu para sua causa o Dr. Geraldo Soares Berford, engenheiro residente na estação de Miguel Pereira, cujo prestígio junto à direção da Estrada de Ferro lhe possibilitou conseguir uma grande área para a construção do campo de futebol do futuro clube.

Praticamente todos os ferroviários de Miguel Pereira aderiram à ideia, e dessa maneira nasceu, no dia 22 de outubro de 1955 – exatamente três dias antes da emancipação do Município – o Central Atlético Clube, designação que homenageava a ferrovia onde João “Alemão” trabalhava havia anos.

Já na primeira reunião foram aprovados os estatutos do Clube, previamente redigidos pelo fundador, e aceita a sugestão de cores para o uniforme dos times: grená, verde e amarelo.

Primeira Diretoria

A 1ª Diretoria do clube ficou assim formada:

Presidente – Maurício de Araújo Santos

Vice-presidente – Antônio Lopes de Vasconcelos

Tesoureiro – Francisco Maurício Rezende

Secretário – Luiz Ramos da Costa

Patrono – Dr. Geraldo Soares Berford.

Na foto (ano: 1973) Sebastião Deister como goleiro, a prefeita Aristolina Queiroz de Almeida e o empresário Fructuoso da Fonseca Fernandes que ainda seria prefeito da cidade de Miguel Pereira.

Demais fundadores 

Além desses nomes, outros importantes personagens participaram diretamente da fundação do Central AC, como Manoel Ferraz de Araújo, Oswaldo Lioi, Getúlio de Carvalho, José Baldez Alves de Macedo, Ernesto Vilela da Almeida, Antônio de Araújo Leitão, Mário de Figueiredo Bacelar, Walter Vieira Barbosa, José Basileu Ribeiro, Carmosino de Oliveira, Hugo Deister e Manuel de Nonno.

Desde sua criação, o Central AC passou a ocupar a vaga deixada pelo Miguel Pereira AC, inclusive na rivalidade com o Estrela e com o Portela, mas hoje restam do clube apenas as dependências do seu campo praticamente abandonado e uma grande saudade de seus gloriosos tempos, quando as arquibancadas do Estádio Dalvet recebiam centenas e centenas de entusiasmados torcedores. Os refletores do estádio foram inaugurados na quarta-feira, do dia 16 de julho de 1969.

Da esquerda para a direita: João Deister (presidente do Central AC); Carmosino de Oliveira; Dr. Muniz e ex-prefeito Nelzinho

Defenderam o Central atletas de grande prestígio na Serra, como: Mário Bacelar, Hugo, Humberto, Agostinho, Marcos, Ricardo e Tião Deister, Édson “Piau”, Chiquinho Luchesi, Agenir Rezende, Danilo Ferreira Gomes, Totonho, Alédio, Moacir, Walter, Siridó, Jorge Antônio, José Carlos, Fuzil, Paulo Lisboa, Luiz Ney, Jorge Cleber, Cacacho, Eduardo, Carlinhos Moreira, “Tampinha”, Getúlio, Adilson, Santaninha, Jorginho Alexandre, Enéas, Biluca, Paquinha, Clésio, Júlio Carlos, Armando e Aloísio Moreira, Valcir, Juquinha Fraga, Geraldo “Tôco”, “Bolão” e dezenas de outros cuja lembrança não pode jamais ser apagada dos anais de nossa rica História.

ARTE: desenho do escudo e uniforme – Sérgio Mello

FONTE E FOTOS: Jornal Regional Rio – professor e historiador Sebastião Deister

Foto rara de 1979: Seleção Brasileira de Juniores

Comandos pelo técnico Mário Travaglini, a Seleção Brasileira se preparava para a disputa do Sul-Americano de juniores de 1979. No final, o Brasil terminou na 4ª colocação do Quadrangular Final, assegurando o seu lugar nos Jogos Pan-Americanos, porém ficou de fora do Mundial de 1979.

Na foto (acima) a descrição dos atletas e membros da comissão técnica:

EM PÉ (esquerda para a direita): Mário Travaglini (treinador), Antonio Melo (preparador físico), Paulinho (auxiliar técnico), André, Robertinho, Marola, Márcio Rosini, Paulo César Borges, Paulo César, Solitinho, Paulo Borges, Luís Cláudio, Raul Carlesso (preparador físico), Guiseppe Taranto (médico) e José Dias (supervisor);

AJOELHADOS (esquerda para a direita): Deinha, Leandro, Loti, Jorginho, Everton, Anchieta e Chico de Assis;

SENTADOS (esquerda para a direita):Gersinho, João Maria, Vagner Basílio, Claudinho, Rudnei e César Pappiani.

FONTE & FOTO: Página no Facebook “Pachecão”

Copa América de 1983 – Brasil empata com Argentina e elimina ‘Los Hermanos’

Por Sérgio Mello

EM PÉ (esquerda para a direita): Leandro, Emerson Leão, Márcio Rossini, Mozer, Andrade, Júnior e Admildo Chirol (preparador físico); AGACHADOS (esquerda para a direita): Nocaute Jack (massagista), Renato Gaúcho, Sócrates , Roberto Dinamite, Jorginho, Éder Aleixo e Ximbica (roupeiro).

Na segunda-feira, às 16h30min., do dia 12 de setembro de 1983, o treinador Carlos Alberto Parreira realizou o segundo treino da seleção brasileira para o clássico diante da Argentina. O meia Jorginho, do Palmeiras/SP, foi a novidade, uma vez que Tita estava preocupado com a gravidez de sua esposa e por isso nem treinou.

A arbitragem teve uma curiosidade: um sorteio meia-hora antes da partida definiu o chileno Mário Lira. Os demais também os compatriotas Gaston Castro e Hernan Silva.

Empate dava classificação a Seleção Canarinho

Ao Brasil bastava o empate; enquanto para ‘Los Hermanos’, só a vitória interessava. No primeiro jogo, em Buenos Aires, os argentinos quebraram um tabu de 13 anos sem vitória e ganharam por 1 a 0, gol do centroavante Gareca.

Brasil x Argentina, que marcava o reencontro da seleção com o torcedor carioca – o último jogo no Rio foi em abril, contra o Chile terá a renda líquida integralmente doada à campanha de ajuda aos flagelados da seca no Nordeste. E pela importância do jogo e pelo apelo filantrópico que está sendo feito, a CBF acredita em uma arrecadação em torno de Cr$ 200 milhões.

Brasil e Argentina são, no momento, duas equipes em renovação de nomes e de filosofia. A CBF, depois da perda da Copa da Espanha contratou Carlos Alberto Parreira para a vaga de Telê Santana. Já a AFA (Associação de Futebol Argentina) – destituiu César Luís Menotti e em seu lugar colocou Carlos Billardo.

A classificação nesta Copa América, devido a esta circunstância, tem uma importância fundamental para o prosseguimento do trabalho dos dois treinadores.

Ambos raciocinam da mesma maneira: o Brasil ganhar da Argentina ou vice-versa comprovará a correção do planejamento de preparação e, além disso, reforçará as duas equipes no aspecto psicológico.

Mas para obter a classificação, Brasil e Argentina vão trilhar caminhos diferentes. Parreira, embora precise apenas de um empate, promete armar seu time de forma ofensiva, “mas com algumas cautelas“, enquanto Billardo deve esquematizar a Argentina para jogar em função dos contra-ataques.

Entretanto, os próprios argentinos reconhecem o favoritismo brasileiro para este jogo. E têm motivos de sobra para isso. Primeiro, porque a torcida terá participação decisiva. Segundo porque Parreira terá de volta na equipe o principal jogador do Brasil na atualidade: Sócrates. O atacante corintiano estreará nesta Copa América, e sua escalação provocou comentários entusiasmados dos companheiros.

O treinador brasileiro, ao contrário da partida contra o Equador, optou, desta vez, pelo aproveitamento de um cabeça-de-área e escalou Andrade, compondo o resto do meio-campo com Jorginho e Sócrates.

O ponteiro Renato Gaúcho, no início da semana, resumiu o ponto de vista do grupo em relação a Sócrates: “Com ele, o Brasil ganha em experiência e criatividade”.

Da mesma forma pensa Parreira, para quem a presença de um jogador das qualidades de Sócrates será ponto de desequilíbrio num jogo “em que o adversário deverá jogar na retranca e encurtando os espaços“.

Foto: Custodio Coimbra Roberto Dinamite lutou muito, mas sem sucesso

Brasil empata, se classifica, mas não convence

A crônica do Jornal dos Sports assim descreveu a partida: “Mesmo sem realizar uma boa faltou criatividade no meio-campo – o Brasil empatou com a Argentina em 0 a 0, ontem, no Maracanã, garantindo sua classificação para a próxima fase da Copa América, como vencedor do Grupo 2. Agora, a Seleção Brasileira enfrentará o Paraguai, campeão da última competição, em 79, tentando decidir o torneio com o vencedor da disputa entre os primeiros colocados dos grupos l e III.

Éder tentou passar por Olarticoechea, mas sem sucesso

1º TEMPO

O Brasil iniciou jogo tendo Sócrates e Jorginho do mesmo lado do campo, facilitando, assim o sentido de marcação da Argentina, por sinal, rigorosa. Por isso, não foi difícil ao adversário bloquear quase todas as oportunidades da Seleção Brasileira, que não foram tantas na fase inicial.

E, com cerrada marcação, a Argentina evitou que sua defesa corresse perigo e pode sair em rápidos contra-ataques, principalmente pela direita. Mas a primeira chance de gol surgiu pela esquerda, aos 7 minutos, quando Leandro falhou, permitindo que Gareca penetrasse às costas de Mozer.

Junior fez a cobertura e salvou a situação de perigo. O Brasil procurou utilizar a saída rápida da defesa para o ataque e tentou fazer a linha do impedimento, mas essa tática não funcionou bem.

O primeiro grande lance dos brasileiros ocorreu aos 18 minutos, quando Roberto recebeu, matou no peito e chutou de voleio, aparecendo Fillol para desviar para corner. Mas o Brasil encontrou dificuldades para criar, pela marcação argentina. Brown colou em Roberto; Olarticoechea procurou bloquear Éder, e Russo exerceu marcação individual em cima de Sócrates. Além disso, Trossero ficou na sobra, matando a jogada quando um dos companheiros era batido.

Russo marcou Sócrates em cima

2º TEMPO

No início da fase complementar a Argentina deu mais espaços ao Brasil, que, mais veloz, passou a ameaçar efetivamente o goleiro Fillol. Logo aos 2 minutos, Éder cobrou falta, a bola bateu na barreira, e o argentino, com incrível reflexo, mandou a corner.

Aos 5, Renato cruzou, Roberto entrou de cabeça e novamente Fillol surgiu para fazer outra defesa sensacional. Aos 7, foi a vez de Sócrates exigir do goleiro. Mas a melhor oportunidade do Brasil aconteceu nos 18 minutos, quando Leandro recebeu pela direita, cruzou, o zagueiro Brown falhou e Roberto perdeu gol feito. A partir dos 30 minutos, o jogo caiu muito, com jogadas ruins das duas equipes, justificando o empate sem gols, numa partida que não agradou ao público.

Técnico da Seleção Brasileira, Carlos Alberto Parreira

Parreira: Importante foi a classificação

O importante foi o Brasil se classificar. Não me importei com as vaias e com a reclamação de um bom futebol. O Brasil está classificado para a semifinal da Copa América e isso é o importante. Não o resultado do jogo ou a forma de atuar de nossa equipe”.

Foi dessa forma que o técnico da Seleção Brasileira, Carlos Alberto Parreira, analisou o empate do Brasil, diante da Argentina, ontem à noite, no Maracanã. Na opinião de Parreira, os argentinos vieram para buscar o empate e isto ficou evidente estratégia tática ermada pelo técnico Carlos Bilardo:

No segundo tempo, criamos algumas oportunidades de gol e o Leão foi um espectador privilegiado. A única defesa mais difícil sua foi quando cortou um cruzamento de soco. Mais nada”.

Segundo Parreira, o Brasil em nenhum momento da partida jogou pelo empate, mas não adiantava nada arriscar o gol faltando cinco minutos para terminar o jogo. Jogamos de acordo com o adversário.

O treinador se mostrou surpreso com a marcação argentina, segundo ele, inédita em toda sua história: “Nunca vi a Argentina marcar tão bem. O Brasil teve dificuldades para encontrar espaços”.

BRASIL        0        X        0        ARGENTINA

LOCALEstádio Mario Filho, o ‘Maracanã’, na cidade do Rio (RJ)
CARÁTERGrupo 2, da Copa América de 1983
DATAQuarta-feira, do dia 14 de setembro de 1983
HORÁRIO21h30min. (de Brasília)
RENDACr$ 78.769.800,00 (setenta e oito milhões, setecentos e sessenta e nove mil e oitocentos cruzeiros)
PÚBLICO53.921 pagantes
ÁRBITROMario Lira (FIFA/Chile)
AUXILIARESGaston Castro (Chile) e Hernan Silva (Chile)
CARTÃO AMARELOMiguel Ángel Russo e Claudio Marangoni (ARG); Éder e Márcio Rossini (BRA)
BRASILEmerson Leão; Leandro, Márcio Rossini, Mozer e Júnior; Andrade, Jorginho e Sócrates; Renato Gaúcho, Roberto Dinamite e Éder. Técnico: Carlos Alberto Parreira.  
ARGENTINAUbaldo Fillol; Julio Olarticoechea, José Luis Brown, Enzo Trossero e Oscar Garré; Miguel Ángel Russo, Claudio Marangoni e Alejandro Sabella (Victor Ramos);    Alberto Marcico (José Daniel Ponce), Ricardo Gareca e Jorge Burruchaga. Técnico: Carlos Billardo
GOLNenhum

FOTO: Acervo dos fotógrafos Custodio Coimbra e Olavo Rufino

FONTES: Jornal dos Sports (RJ) – Última Hora (RJ)

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Amistoso de 1965: Guarani (SP) 2 x 1 Bragantino (SP), em Campinas (SP)

Foto de 17/06/1965.
EM PÉ (esquerda para a direita): Deleu – Sidnei (goleiro) – Adilson – Cidinho – Tião Macalé – Diogo;
AGACHADOS (esquerda para a direita): Joãozinho – Nelsinho – Babá – Américo Murolo – Carlinhos.

GUARANI (SP)      2        X        1        BRAGANTINO (SP)

LOCALEstádio Brinco de Ouro da Princesa, em Campinas (SP)
CARÁTERAmistoso estadual
DATAQuinta-feira, do dia 17 de junho de 1965 (Corpus Christi)
RENDACr$ 1.040.500 (hum milhão e quarenta mil e quinhentos Cruzeiros)
ÁRBITRODionísio Maurício (Liga Campineira de Futebol)
EXPULSÃOFloriano (Bragantino) aos 40 minutos do 2º tempo.
GUARANISidnei; Deleu, Adílson e Diogo; Tião Macalé (Sudaco) e Cidinho; Joãozinho, Nelsinho, Babá, Américo Murolo e Carlinhos (Osvaldo). Técnico: Dorival Geraldo dos Santos.
BRAGANTINODarci (Floriano); Jackson (Dom Pedro), Mineiro, Walter e Araldo; Nardinho (Del Pozzo) e Afonsinho; Anacleto, Norberto, Buzzone (Valter Marinho) e Wilsinho. Técnico: Capitão João Moreira.
GOLSNelsinho aos 39 minutos (Guarani), do 1º Tempo. Wilsinho, de pênalti, aos 6 minutos (Bragantino); Sudaco aos 42 minutos (Guarani), no 2º Tempo.
CURIOSIDADEOsvaldo, do Guarani, desperdiçou um pênalti, chutando para fora aos 33 minutos da etapa final.

FOTO: Acervo e colorização de Zuzarte

FONTE: site Jogos do Guarani

Sociedade Esportiva Columbia – Campinas (SP): Fundada em 1951

Por Sérgio Mello

A Sociedade Esportiva Columbia foi uma agremiação da cidade de Campinas (SP). Um grupo de jovens esportistas, funcionários da Cervejaria Columbia S. A., resolveram fundar na segunda-feira, do dia 25 de junho de 1951.

O clube surgiu com o apoio e incentivo de parte dos srs. Guido Franceschini, superintendente da Cervejaria Columbia S. A., Ítalo Franceschini, Orlando Satucci, Dr. Humberto Frediani e Dr. Waldemar Strazzacapра.

A Sede administrativa ficava instalada nas dependências dentro da própria Cervejaria Columbia S.A., na Avenida Andrade Neves, nº 103, no Centro de Campinas/SP. O local, contava com aparelho televisor, mesas de pingue-pongue, damas e xadrez, para recreação dos associados.

A sua 1ª Diretoria, constituída de seus fundadores, esteve integrada por:

Presidente – Ary Antunes;

Vice-presidente – Benedito Batista da Silva Filho;

Tesoureiro-Geral – Antônio F. do Amaral;

1º Tesoureiro – Carmo Della Donne;

2º Tesoureiro – Nilza Ruas;

Secretário – Nelson Marques;

1º Secretário – Geraldo Batista;

Diretor de Esportes – Décio Rocha;

Direto Social – Edmir Checchia;

Diretor de Propaganda – José Antônio Gobbi.

Títulos

Em suas conquistas tem a S. E. Columbia por galardão, o título de campeã do torneio início, do certame “Benedito Alves“, promovido pela Liga Campineira de Futebol, em 1953; bicampeã do torneio promovido pelo SESI, em 1954 e 1955; vice-campeã de voleibol, pelo torneio início do “Torneio Estímulo de Voleibol“, promovido pela Liga Campineira de Voleibol, realizado em 1953.

Em diferentes épocas (anos 50 e 70), a S. E. Columbia organizava provas de Pedestrianismo como a “Prova Pedestre Mossoró” e a “Prova dos Garçons“, despertando grande interesse dos esportistas e público locais.

Diretoria de 1957 era composta por: Orlando Pavan (Presidente); Geraldo Batista (Vice-Presidente); José Antônio Gobbi (Secretário-Geral); Antônio Barreto (1º Secretário); Arlindo Chiavegatto (Tesoureiro-Geral); Arsênio da Silva Carvalho ( Tesoureiro); Gilberto Christ dos Santos e Isaias Gobbi (Diretores de Esportes); Amadeu Ceregatti (Diretor Social); José de Carvalho Marcelino (Diretor de Patrimônio).

A Sociedade Esportiva Columbia mandava os seus jogos no campo do Mogiana, em Campinas/SP. O dirigente do clube, Benedito Batista da Silva Filho foi Presidente da Liga Campineira de Atletismo em 1955, e depois presidiu a Liga Campineira de Futebol.

Gazeta Esportiva, 19 de abril de 1955

Empatou em Descalvado a S. E. Columbia

A Gazeta Esportiva assim contou a história do jogo: “No domingo, do dia 10 de julho de 1955, aproveitando a folga que lhe proporcionou o Campeonato Amador de Campinas, a S. E. Columbia foi até a cidade de Descalvado, e arrancou um empate em 3 a 3.

Após os 90 minutos de luta, o marcador registrou igualdade com Juquinha, Vambi e Tito assinalado para os rubro-verdes (em outra matéria citou que o time era alviverde).

Jogaram assim formados os campineiros: Luiz; Nei e Ditão; Tito (Sidney), Gastão e Plinio (Tito); Semedo, Vambi, Juquinha, Luizinho e João Rosa (Plinio). Por nosso intermédio, os “Columbinos” agradecem os serviços prestados pelo dr. Ueber Teixeira, que acudiu o arqueiro Luiz, quando da sua contusão”.

Gazeta Esportiva, 21 de julho de 1955

Colaborou: Moisés H G Cunha

ARTE: desenho dos escudos e uniformes – Sérgio Mello

FOTOS: Acervos de Dilson Rocha, o ‘Rochinha’ (ex-jogador do Columbia) – Claudio Aldecir Oliveira (1956)

FONTES: Dilson Rocha, o ‘Rochinha’ – Álbum Futebolístico de S. Paulo – A Tribuna (SP) – A Gazeta Esportiva (SP)

Escudo dos anos 60: Associação Beneficente Cultural e Recreativa dos Marítimos – Corumbá (MS)

Década de 60

A Associação Beneficente Cultural e Recreativa dos Marítimos foi uma agremiação da cidade de Corumbá (MS). A sua Sede ficava localizada na Rua Treze de Junho, nº 1.519, no Centro da cidade de Corumbá. O clube Alvianil foi Fundado no sábado, do dia 18 de Agosto de 1951.

O seu mascote era o Marinheiro Popeye, enquanto os seus jogos eram realizados no Estádio Artur Marinho, com capacidade para 15 mil pessoas. Participou do Campeonato Sul-Mato-Grossense da 1ª Divisão, em quatro oportunidades: 1995, 1996, 1997 e 1998. Até os anos 70 era o clube mais popular de Corumbá, fronteira com a Bolívia, onde foi Pentacampeão do Campeonato Citadino:  1954, 1955,1956, 1957 e 1958. Na década de 60 outros dois títulos: 1960 e 1962..

Em pé da esquerda para a direita: Juvenal, Tuta, Pierre, Aurélio, João Luiz, Cacique, Gilson, Zelão,  Adalberto (técnico), Mário e Jorge “Cachaço”. Agachados na mesma ordem: Celi (massagista), Jair “Pagodeiro”, Armindo, Edeni, Adão, Calixto, Mário Fernandes, Moreira e Zé de Oliveira (preparador físico).

Disputou o Torneio Inter-clubes do Mato Grosso em 1962. Depois participou do Torneio dos campeões do Estado em 1965, Campeonato Matogrossense de Amadores em 1966 e 1968 (neste período não havia estadual, sendo substituídos por estes Torneios Estaduais organizados pela FMD). Disputou o Campeonato Estadual Mato-grossense de 1975 (antes da divisão do estado). Disputou quatro campeonatos Sul-mato-grossense de 1995 até 1998.

Acervo de”Memórias de Corumbá”


FONTES & FOTO: Revista Placar – Correio de Corumbá – Página do Facebook “Memórias de Corumbá”