Esporte Clube Eletro-Química – São Gonçalo (RJ): Bicampeão citadino em 1952 e 1956!

Por Sérgio Mello

O Esporte Clube Eletro-Química foi uma agremiação da cidade de São Gonçalo, que fica na região Metropolitana do estadodo Rio de Janeiro. Localizado a 25 km da capital do Rio, conta com um a população de 960.652 habitantes, segundo estatísticas do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) de 2024

Tudo começou com a criação em 1933, da Companhia Eletro-Química Fluminense (tendo iniciado a sua produção em 1936), pelo Sr. José Alves da Motta, sendo a 1ª indústria na fabricação de álcalis. Para erguer a empresa foi necessário um investimento de US$ 3.500.000,00, que naquela época no câmbio médio de Cr$ 65,00

A equipe auriverde foi Fundado na terça-feira, do dia 08 de Junho de 1948, por um grupo de funcionários da Companhia Eletro-Química Fluminense. A Sede ficava na Rua Dr. Alfredo Backer, nº 579, em São Pedro de Alcântara, em São Gonçalo (RJ).

Bicampeão de São Gonçalo

Filiado a Liga Gonçalense de Desportos (LGD), o Eletro-Química disputou algumas edições do Campeonato Citadino de São Gonçalo de futebol, onde faturou duas vezes o título máximo: em 1952 e 1956!  

Clube atravessa por crise em 1959

Na segunda-feira, do dia 19 de outubro de 1959, o jornal Última Hora (RJ), noticiou que o clube atravessa um momento delicado, mas um grupo estaria inclinado a ajudar na melhoria do clube:

Houve uma época em que o Esporte Clube Eletroquímica, de São Gonçalo, gozava de posição privilegiada nos meios desportivos. Entretanto, a associação que congrega os servidores da Companhia Eletro-Química Fluminense sofreu uma queda tremenda em sua situação. Agora, porém, um grupo de consócios tendo à frente o vigoroso zagueiro Dilon está procurando melhorar o clube e esperam, sobretudo, contar com a colaboração dos industriais que no momento estão dirigindo o parque industrial do Alcantara”.

Inaugurada a quadra poliesportiva em 1963

Em 1962, o Eletro-Química também contava com diversas modalidades esportivas como por exemplo: equipes de voleibol, tênis de mesa, futebol de salão (atual: futsal) e basquete.  

Quando comemorou o seu 15º aniversário no sábado, do dia 08 de junho de 1963 – o clube auriverde inaugurou a sua quadra poliesportiva com uma grande festa. Às 19 horas, transcorreu a preliminar entre o Eletroquímica e o Colégio São Gonçalo. Na partida de fundo, o Eletro-Química enfrentou o Cacren. Ambas partidas de futsal.

Eletro-Química é desligada da LGD

Na quinta-feira, do dia 07 de novembro de 1968, a Liga Gonçalense de Desportos (LGD), desligou diversos clubes por falta de pagamento. suspendeu todos os direitos e regalias dos filiados.

Na lista enviada pelo presidente Ernesto Luz figuram os nomes Clube Esportivo Mauá, Esporte Clube Metalúrgico, Tamoio Futebol Clube e o Eletro-Química. A dívida é de aproximadamente hum mil cruzeiros novos. Logo após a decisão de exclusão, a LGD informou o ocorrido à Federação Fluminense de Desportos (FFD) e a Confederação Brasileira de Desportos (CBD).

Número de sócios

Na sexta-feira, do dia 1º de janeiro de 1971, uma matéria do Correio da Manhã (RJ) apresentou uma lista dos clubes gonçalenses e os seus respectivos números de sócios. Existem 28 associações culturais, recreativas e desportivas, citando entre elas:

Таmoio Futebol Club, 8 mil sócios (fundado em 1917);

Club Esportivo Mauá, 1.600 sócios (fundado em 1937);

Casa Unidos de Portugal, 1.100 sócios (fundado em 1960);

Vila Lage Esporte Clube, 800 sócios (fundado em 1946);

Embaixadores Social Clube, 415 sócios, (fundado em 1959);

Esporte Clube Metalúrgico, 400 sócios (fundado em 1958);

Grêmio Recreativo Fiat Lux, 250 sócios (fundado em 1957);

Esporte Clube Eletro-Química, 150 sócios (fundado em 1948);

Grêmio Dramático Gonçalense, com 60 sócios (fundado em 1957).

Um desaparecimento silencioso

A partir de meados de 60, o futebol de campo deixou de ser noticiado e o futsal passou a ser o ‘carro-chefe’. Já na década de 70, o Eletro-Química era citado no noticiário dos programas culturais e eventos sociais na sede do clube. NA década de 80, não foi mais encontrado informações dessa simpática agremiação gonçalense.

Time base de 1962: Barnabé; Délio e Dilon; Anízio, Jorginho e Vicente; Jerico, Dunga, Orlando, Leir e Valcenir.

Colaborou: Auriel de Almeida

ARTE: desenhos do escudo, uniforme e mascote – Sérgio Mello

FONTES: Correio da Manhã (RJ) – Diário de Notícias (RJ) – O Estado, de Niterói (RJ) O Fluminense (RJ) – Última Hora (RJ)

Castello Branco Football Club (1926) – Rio de Janeiro (RJ): Fundado na década de 20!

Por Sérgio Mello

O Castello Branco Football Club foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). A sua Sede social ficava localizado na Rua General Sampaio, nº 18 (depois passou para o nº 22) – Ponta do Caju, na Zona Portuária do Rio (RJ). O Grêmio Róseo-negro foi Fundado no dia 05 de Agosto da década de 20.

Em assembleia geral, realizada na sexta-feira, do dia 14 de novembro de 1930, foi eleita e empossada a seguinte Diretoria do Castello Branco Football Club a fim de administrar os destinos do club no período de 1930-1931:

Presidente – Miguel Sanches;

Vice-presidente – Luiz dos Santos;

1º Secretario – Pedro Caldas;

2° Secretario – Enubano Stu;

1º Thesoureiro – Waldemar Teixeira;

2º Thesoureiro – Benjamín Monteiro Sanches;

1º Fiscal – Turibio Augusto Ferreira;

2º Fiscal – Delphim Alves de Oliveira;

Director de Sports – Armando Henriques.

No futebol, pelo que coletei de informações nos periódicos cariocas, o Castello Branco contava com uma boa estrutura, com sede e campo, que ficava próximo à Praia do Caju (atualmente esse local, que era a praia privativa da família imperial, foi aterrado).

Distintivo de 1927

O clube realizou diversos amistosos e festivais, porém sem ter ingressado em nenhuma liga. Apesar da escassez de informações, sabe-se que o Grêmio Róseo-negro desapareceu em meados da década de 40.  

Algumas formações:

Time base de 1926 (1º team): Altino; Rubem e Pimenta; Paulo, Manoelzura e Bispo; Jossemy, João, Seico, Silvestre e Clementino.

Time base de 1926 (2º team): Joaquim; Pedro e Vieira; Camarão, Riato e Bahú; Miguel, Teotônio, João, Tahioso e Batata.

Time base de 1932 (1º team): Álvaro; Armando (Zéca) e Chiquinho (Álvaro II); Pescador (Abreu), Oliva (Lomenha) e Henrique (Arnaldo); Alberto (Carlos), Elysio (Octavio), Suruba (Quincas), Algemiro (Clementino ou Hugo) e Júlio (Paulo). Capitão: Júlio.

Time base de 1932 (2º team): Waldemar (Lopes); Joviniano (Heitor) e Delport (Arnaldo); Nico (Christovão), Louro (Castilho ou Delfim) e Motta (Eduardo); Cruz (Napoleão ou Silvestre), Carlinhos (Barboza), Cesar (Aladim), Álvaro (Astrogildo) e Delphim (Heitor ou Boucinhas). Capitão: Nico.

Time base de 1932 (3º team): Waldemar; Bolão e Joviniano; Lourival, Evilásio e Erotides; Moacyr, Astrogildo, Cesar (cap.), Jica, Perminio.

Time base de 1933 (1º team): Edemar; Rubens e Deport; Alberto, Oliva e Paixão; Carlos, Ligeireza, Octavio, Joviniano e Sá.

Time base de 1934 (1º team): Hildebrando; Paixão e Faria; Hernestino, Oliva (cap.) e Paulo; Redondo, Nelson, Octavio, Sá e Negosinho (Alberto). Capitão: Oliva.

Time base de 1937 (1º team): Camillo; Miro e Oswaldo; Noca, Maravilha e Esquerdinha; Laláo, Irineu, Nilo, Annibal e Salvador.

Time base de 1937 (2º team): Nobre; Paulo e Joãozinho; Dino, Jayme e Jorginho; Rey, Dermejano, Carios, Babá e Mosquito.

Time base de 1937 (3º team): Dadinho; Zézé e Rey; Armando, Sliba e Dino; Betico, Nilton, Carlos, Babá e Mosquito.

ARTE: desenho do escudo e uniforme – Sérgio Mello

FONTES: A Rua: Semanário Illustrado (RJ) –Jornal do Brasil (RJ) – Correio da Manhã (RJ) – Jornal dos Sports (RJ) – O Imparcial (RJ) – Rio Sportivo (RJ)

Escudo raro de 1927: Nictheroyense Football Club – Niterói (RJ)

Por Sérgio Mello

O Nictheroyense Football Club foi uma agremiação da cidade de Niterói (RJ). Fundado no domingo, do dia 11 de Maio de 1913, por um grupo de esportistas: Alberto Callado, Gastão Ramos, Alípio José dos Santos, Antônio Freitas I, Antônio Freitas II, Manoel Rocha e Sylvio Vieira Goulart.

No mesmo dia foi aclamada uma Junta Governativa, que ficou assim constituída:

Presidente – Antônio de Freitas II; Secretario – Gastão Ramos e Thesoureiro – Alberto Callado.

Primeira Diretoria

Na segunda-feira, do dia 30 de Junho de 1913, foi eleita a 1ª Diretoria, composta pelos seguintes membros:

Presidente – Antônio de Freitas II;

Vice-Presidente – Adalberto Guimarães;

Thesoureiro – Alberto Callado;

1º Secretario – Antônio de Freitas I;

2º Secretario – Oscar Villela;

Procurador – Alípio José dos Santos;

Director de Esportes – Gastão Ramos.

Clube ajudou a fundar várias ligas

O Nictheroyense foi um dos fundadores da extinta Liga Sportiva Fluminense, depois ajudou a fundar a A.F.E.A. (Associação Fluminense de Esportes Athleticos) e A.N.E.A. (Associação Nictheroyense de Esportes Athleticos).

Sedes e campos

No começo, o campo ficava na Rua Coronel Gomes Machado, esquina da Visconde de Sepetiba, em Niterói. Teve também como campo situado na Praça de Esportes ficava na Rua Santa Clara, s/n, na Ponta da Areia, em Niterói (RJ).

Em 1919, a sua Sede social ficava na Travessa General Andrade Neves, nº 4, no Centro de Niterói. Posteriormente a sua Sede social passou a ser na Travessa Cadete Xavier Leal, nº 30, no Centro de Niterói.

O seu campo foi inaugurado no domingo, do dia 23 de março de 1919, na Rua Marques do Paraná, s/n, no Centro da cidade. O local foi cedido pelo então prefeito de Niterói, Eneas de Castro. A partida terminou empatada em 2 a 2 com o Ypiranga Football Club. O time formou com: Gastão Ramos; Jovelino e Damazio; Antônio Neves, Tavares e Melo; Dick, Antenor, Bilu, Oscar e Leci.

A iluminação foi instalada em 1930, com grandes festejos durante o mês de julho. No dia 5, era feito o teste às 21 horas, com benção feita pelo Monsenhor Xavier seguindo-se os discursos de Antônio Mota, Acúrcio Torres, pela ANEA e Alarico Damazio, pela AFEA, que eram as duas entidades que dirigiam o futebol na cidade.

Pioneiro no futebol noturno no estado

Foi iniciador de temporadas noturnas no Estado do Rio, inaugurando, em 1928, a instalação elétrica no seu campo.

O 1º jogo noturno no campo do Niteroiense foi no sábado, do dia 12 de julho de 1930, com o Fluminense de Friburgo, derrotando o Gragoatá por 3 x 1. O amistoso encheu o estadinho do alvinegro e após a preliminar, onde o São Bento venceu o Canto do Rio por 2 x 1. o árbitro Álvaro Silva chamou os dois “captains” e deu início ao jogo principal.

Lindório, Bonin e Pedrinho marcaram para os friburguenses enquanto que Marão diminuiu para os niteroienses. Os times jogaram assim:

Fluminense: Otílio; Martins e Henrique; Bassani, Hugo e Bizoto; Bonin, Pedrinho, Leal (Nonô), Lindório e Bocan.

Gragoatá: Arnaldo; Bibi e Luiz; Thimóteo, Almeida e Luciano; Eduardo (Marão), Valdir, Pudinho, Clovis e Thelio.

Vivia então o alvinegro, sua fase áurea, enfrentando grandes equipes do Rio e reunindo ainda nos dias de semana, grandes astros da música popular brasileira que se apresentavam na sede para as “camomilas e beladonas” tendo uma “pelada” de futebol como exercício. Dentre eles, o Silvio Caldas que se reunia ao lado de Ciro Monteiro, Nono, Roberto, Dutrinha e outros.

Em 1915, o Nictheroyense foi um dos fundadores da Liga Sportiva Fluminense (LSF), em Niterói. A entidade organizou campeonatos estaduais de 1915 a 1925, tornando-se em 1918 a representante oficial do estado perante a CBD (atual CBF).

Time posado de 1929

Ingressou na ANDT

Com a dissolução da LSF, em 1925, o clube se filiou a ANDT (Associação Nictheroyense de Desportos Terrestres), onde ficou até fevereiro de 1927, quando o simpático Grêmio alvinegro da Rua Visconde de Sepetiba, quando saiu em razão pelo declínio da ANDT.

Em seguida, no dia 18 de março de 1927, o Nictheroyense acabou sendo o 1º clube da ANDT a solicitar filiação a AFEA (Associação Fluminense de Esportes Athleticos).

Os títulos conquistados

Em 1922, conseguiu levantar o campeonato infantil, patrocinado pela L.P.F;

Em 1917 e 1924, também na Liga Sportiva Fluminense foi campeão dos Segundos Teams;

No ano de 1918, levantou brilhantemente campeonato da cidade dos Primeiros Teams;

A sua equipe secundaria em 1917, venceu o Torneio dos 2º Quadros;

Campeão dos Primeiros Quadros, em 1923;

O Primeiro Quadros também campeão do Torneio Initium, em 1924;

Em 1931, sagrou-se campeão do Torneio Initium dos 1.º e 2.º Quadros.

Até 1927, o Nictheroyense acumulava 28 taças, dois bronzes e diversos troféus na sua Sala de Troféus.

Campeão Campeonato Niteroiense de 1937;

Campeão do Torneio Início do Campeonato Niteroiense: 1931 e 1945.

Jogadores que serviram o Selecionado Fluminense

Nos anos 10 e 20, o Nictheroyense tinha cedido jogadores para a Seleção de Niterói e Fluminense, em Campeonatos Brasileiro de Seleções Estaduais, como Dick, Raymundo, Gastão, Figueiredo, entre outros.

Além de outros, como o goleiro Carlos; o back Congo, com passagem pelo futebol uruguaio; o back Baleiro; o half Vadinho, que jogou no Fluminense A. C.,

Sócios Honorários

Ainda em 1927, os sócios honorários eram: Conde Ernesto Pereira Carneiro, Edmundo Leite Bastos, Coronel Luís Leonel de Moura, Dr. Nelson Campos, Dr. Rodolpho de Macedo, Affonso Magalhães, Armando Ferreira, Djalma de Aquino, Agenor Feliz Braga, etc.

Clube deixou a LNF por fato inusitado

Time posado de 3/05/1962

Na terça-feira, do dia 12 de Maio de 1936, a diretoria do Nictheroyense decidiu deixar a Liga Nictheroyense de Football (LNF), do qual foi um dos fundadores. A razão que gerou esse ‘racha’ se deveu ao fato de o alvinegro ter solicitado realizar um festival, em comemoração ao seu 23º aniversário. No entanto, o presidente da LNF, o sr. Anisio de Castro Botelho, eleito com o voto do Nictheroyense, negou o pedido.

O clube alegou que todas as entidades que antecederam a LNF, concediam o direto de comemorar a data com a realização de algum evento. O presidente do Nictheroyense, dr. Affonso de Magalhães comentou:

Assinei o oficio de desligamento do Nictheroyense F. C. Aliás, devo dizer, para evitar possível exploração, que o clube venho a dirigir, não voltara à L. N. F., de vez que se sente prejudicado por ela, desde que dali se afastou o seu benemérito presidente sr. Pereira Gomes e o sr. Eurico Costa, vice-presidente, quando no exercício da presidência”, disse.

Campeão Citadino de 1937

Em 1937, o Niteroiense voltava a ser campeão da cidade, mas junto com o Fonseca. Os dois terminaram iguais no final do 2º turno e jogaram entre si quatro vezes: cada um venceu uma e houve dois empates obrigando a proclamação de ambos como campeões.

O campeonato já era promovido pela ANEA e o alvinegro estreou em 20 de junho de 1937, goleando o Bandeirantes por 5 x 0, com gols de Tavinho (três vezes), Guerra e Anezilio, no campo da rua São Lourenço.

No seu elenco figuravam: Mário Silva, Mário Andrade, Carino Monteiro, Walter Ferraz, Celio Ferreira, Arlindo Ferreira, Joaquim Laper, Reinaldo Patureau, Zalmir Câmara, Herve Saldanha, Albino Ferreira, Otávio Miranda Filho, Joaquim Pinto Guerra, Cicero Monteiro, Anezilio Ramos, Antônio Oliva Guimarães, Rubem Rosa, Waldir Pacheco, Walter de Almeida, Oscar Coelho, Acir Ferraz e Heitor Soares.

A partir de 1937 em diante, o 1º time do Niteroiense nada mais conseguiu em campeonatos, a não ser conquistas oficiosas como torneio início, quadrangular, etc.

Viveu assim, o futebol do Niteroiense, sua grande fase de 18 a 37 apesar de ter apenas dois títulos oficiais. A defasagem, no entanto, foi maior e acompanhando os passos dos demais clubes tradicionais da cidade terminou também com o seu futebol.

Depois, ficou sem o campo vendido a uma imobiliária – e a sede acabou sendo incorporada nas negociações, restando apenas um pequeno acervo que motivou a decisão do presidente do clube em doá-lo a uma instituição de caridade.

Sede social no começo da década de 80

Niteroiense se extinguiu em 1981

O jornal O Fluminense deu a matéria sobre o triste fim, do Niteroiense Futebol Clube, no domingo, 25 e segunda-feira, 26 de outubro de 1981:

“O Niteroiense Futebol Clube, tradicional em nossa cidade, está em processo de extinção. Primeiro, perdeu sua seção de futebol: depois o campo e pôr fim a sede, restando ao seu atual presidente Dilermando, apenas o acervo. Mas onde colocá-lo? Sem sede ou local apropriado e cansado de convocar os conselheiros e até mesmo as pessoas tradicionais do clube. Dilermando resolveu destinar todo o material esportivo à uma casa de caridade onde haja garotos para a pratica de futebol.

Desta forma, o Niteroiense FC vai doar publicamente seu material esportivo para o Lar Humaitá ficando a data de entrega a ser divulgada posteriormente. Esta será a medida que selará o fim do Niteroiense Futebol Clube, restrito apenas à figura jurídica do seu atual presidente, Dilermando Soares.”

Algumas formações:

Time base de 1915: Gastão Ramos; Cicero e Damásio; A. Neves, Callado e Nenóco; Ramiro, Cattete, J. Santos, Dick e Mattoso. Capitão: Callado.

Time base de 1917 (1º Team): Gastão Ramos; Damásio e Jovelino; Antônio Neves, Callado e Adalberto; Bibio, Samuel, Freitas, Raymundo e André.

Time base de 1917 (2º Team): J. Barros; Júlio e Cesar; Azamor, Gloria e Pinho; Mario, Bibi, Oscar e Durval.

Time base de 1917 (3º Team): Henley; Manoel e Rocha; Sobral, Portella e Souza; José, Edmundo, Antenor, Renato e Joaquim. Reservas: Minotto, Waldemir, Waldemar, Agenor e Roberto.

Time base de 1918: Gastão Ramos; Jovelino e China; Antônio Neves, Tavares e Beleco; Raymundo, Dic, Bilu, Oscar e Zeca.

Time base de 1919: Gastão Ramos; Jovelino e Damazio; Antônio Neves, Tavares e Melo; Dick, Antenor, Bilu, Oscar e Leci.

Time base de 1927: China; Epaminondas e Humberto (Machado); Carlos Outeiral, Germano e Aristides; Athayde (Campos), Quaresma (Cunha), Nababo (Vavado), Byra e Seixas (seu nome era: Eustachio Gomes da Cruz).

Time base de 1928: Russo (Chico); Epaminondas e Figueiredo (Vicente); Oreste, Germano (Cosme) e Athayde (Tavares); Vavado (Pardal ou Gino), Congo (Orestes), Paulista (Severo ou Verde), Clovis (Sylvio) e Godofredo (Edmundo).

Time base de 1929: Pardal; Congo (Tavares) e Figueiredo (Epaminondas); Cosme, Laca (Nereu, Neném ou Germano) e Júlio; Athayde (Guro ou Décio), Godofredo (Haroldo), Oswaldo (Gastão), Clovis (Motta) e Edmundo (Agenor).

Time base de 1930: Martins; Oswaldo e Luiz; Figueiredo, Laca e Júlio (Tavares); Cosme, Godofredo (Costa), Oswaldo II (Félix), Esquerda e Duque Estrada (Marinho).

Time base de 1931: Carlos; Epaminondas e Oswaldo; Costa, Chiquinho e David; Oswaldo II, João Cabeça, Laca, Castello e Pinto.

Time base de 1932: Carlos; Cesar e Baleiro; Vadinho, Chiquinho e Nicanor; Oswaldo, Dorinho, Cantidio, Paschoal e Naran.

Time base de 1933: Argemiro (Jeronymo); Luiz (Boiadeiro) e Baiaco; Felix (Agostinho), Garrafa e Lulú (Chiquinho); Tude, Dorinho (Vaváo), Manoelzinho (Villas Boas), Nicanor (Raul) e Fernandinho (Haroldo).

ARTE: escudo e uniforme – Sérgio Mello

FOTOS: O Fluminense (RJ) – A Noite (RJ) – Rio Sportivo (RJ)

FONTES: A Manhã (RJ) – A Noite (RJ) – A Razão (RJ) – Diário da Noite (RJ) – Gazeta de Notícias (RJ) – O Fluminense (RJ) – O Imparcial: Diário Illustrado do Rio de Janeiro (RJ) – O Radical (RJ) – Rio Sportivo (RJ)

Escudo dos anos 70: Itumbiara Esporte Clube – Itumbiara (GO)

Por Sérgio Mello

Itumbiara Esporte Clube é uma agremiação do município de Itumbiara, situado ao sul do estado de Goiás. O município fica a 205 km de Goiânia, contando com uma população de 104.742 habitantes, segundo o IBGE/2019. O “Gigante do Vale” ou “Tricolor da Fronteira” foi Fundado na segunda-feira, do dia 09 de Março de 1970.

A sua Sede social fica localizada na Rua Amadeu Machado Filho, nº 99, no Setor Anhanguera, em Itumbiara. Enquanto a casa do “Gigante do Vale” é o Estádio Municipal Juscelino Kubitschek, “JK”, com capacidade para 14.455 mil pessoas.

Na década de 1960 o município de Itumbiara possuíam duas equipes de futebol que proporcionava o clássico denominado “NAGO” (Nacional x Goiás). A rivalidade se expandiu não apenas no âmbito esportivo, mas inclusive no aspecto político partidário.

Goiazinho não conseguindo acesso à Primeira Divisão e o Nacional amargando a queda para a Segunda Divisão motivaram, sobretudo, o Sr. Modesto de Carvalho (membro da diretoria do Nacional), a mobilizar a junção destas duas equipes com propósito de criar uma equipe mais competitiva e expressiva objetivando o envolvimento mais intenso e fiel dos torcedores.

Na quarta-feira, do dia 04 de março de 1970, o Nacional e o Goiás reuniram-se para tratar do afastamento de ambos das atividades profissionais junto á Federação Goiana de Futebol (FGF), cedendo seus patrimônios a títulos de empréstimo à nova entidade que surgia: Itumbiara Esporte Clube.

Assim, às 19h30min.do dia 09 de Março, desportistas de Itumbiara, sócios do Goiás e do Nacional, reuniram-se para fundar a nova agremiação. Na mesma reunião decidiram aproveitar o azul do Goiazinho e o vermelho e branco do Nacional resultando assim no “ Tricolor da Fronteira “.

As principais conquistas, foi o Torneio Seletivo de Goiás (1987)Campeonato Goiano do Interior (melhor colocado no Estadual de 2007) e o momento mais importante na história do clube: o título do Campeonato Goiano da 1ª Divisão de 2008.

Com essa conquista o Itumbiara disputou pela 1ª vez a Copa do Brasil de 2009. Na ocasião, Jogou contra o Corinthians em um jogo que marcou a estreia oficial do jogador Ronaldo Fenômeno no time paulista após vários anos jogando na Europa.

O Itumbiara já disputou o Brasileiro da Série D (2011)Brasileiro da Série C (2007 e 2008)Brasileiro da Série B (1984) e uma vez na elite do futebol brasileiro de 1979, quando terminou na 69ª colocação.

ARTE: Desenho do escudo e uniforme – Sérgio Mello

Colaborou: Márcio Javaroni

FONTES: Página do clube no Facebook e Instagram – Jornais goianos

Escudo raro de 1927: Silva Manoel Athletico Club – Rio de Janeiro (RJ)

Por Sérgio Mello

O Silva Manoel Athletico Club foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). O ‘Alvi-azul Silvamanoelense’ foi Fundado no dia 02 de Julho de 1918, como Silva Manoel Football Club. No entanto, o clube acabou sendo extinto.

Tempos depois, um novo grupo resolveu reabrir o clube, mas com outra nomenclatura: Silva Manoel Athletico Club, que foi Fundado no dia 21 de Maio de 1921, por um grupo de jovens desportistas, entre eles, José da Silveira Furtado, ou simplesmente Juca, que atuava como half-direito e depois como center-half, se tornando um dos grandes ídolos do clube.

Escudo de 1927

RUA SILVA MANOEL DEU NOME AO CLUBE

A escolha do nome do clube foi pelo fato desse grupo de rapazes serem moradores da Rua Silva Manoel (atual Rua André Cavalcânti). Por isso, que a escolha da Sede social não poderia ser outro lugar, que não fosse onde tudo começou: na Rua André Cavalcânti, 127, no Centro do Rio. Já o Campo, onde a equipe mandava os seus jogos, ficava na Rua Jockey Club, nº 42 (atual Licínio Cardoso), em São Francisco Xavier, na Zona Norte do Rio.

EXCURSÕES

O Silva Manoel Athletico Club realizou diversas excursões, citando algumas: Valença, onde enfrentou o Sport Club Valenciano; Nova Iguaçu, para jogar com o Sport Club Iguassú; Paracambi, para encarar o Tupy Port Club.

Também outros jogos em destaque como os jogos contra o Sport Club Rio, campeão da Alliança Sportiva Fluminense, com destacada atuação; Rio Football Club, campeão da Liga Leopoldinense; Sport Club América, campeão da Liga Metropolitana; Sport Club Providência, campeão da Liga Graphica; Mauá Football Club, campeão da Liga Leopoldinense.

ILUSTRES SÓCIOS

Um fato curioso em 1928, é que alguns dos sócios honorários do clube eram os jornalistas dos principais  jornais do Rio, na época: Eduardo Magalhães, um dos redatores do Jornal A Manhã; Nascimento, redator de a ‘Vanguarda‘  e Raul Loureiro, do ‘O Imparcial’.

Escudo de 1921

TÍTULOS

Em 25 de abril de 1926, se filiou a  Liga Graphica de Sports (L.G.S.). Três anos depois, em 20 de Fevereiro de 1929, se filiou a Associação Carioca de Esportes Athleticos (A.C.E.A.). No mesmo ano se sagrou Campeão do Torneio Início da ACEA levando a ‘Taça Gaspar Pereira’.

Entre 1926 a 1929, o Silva Manoel A.C. realizou 165 jogos, com 89 vitórias, 45 empates e 31 derrotas. Até 1929, a ‘Sala de Troféus’ do clube contava com 8 troféus de bronze e 62 ricas taças.

Durante esse período, conquistou lindos troféus, como o título de Campeão Invicto da Zona do Riachuelo de 1927. Outras conquistas fora: Bicampeão do Torneio Extra; Campeão dos Terceiros Teams; Vice do Segundo Teams da Liga Graphica; Campeão do Torneio Início, promovido pela Associação do Rio de Janeiro de Sports (A.R.J.S.). Venceu dois Torneios eliminatórios, vice campeão do Torneio Início da Liga Esportiva de Amadores, da qual foi um dos fundadores.

TRIUNFOS MARCANTES

Dentre os jogos mais fortes, destacam-se os seguintes: vitórias sobre o Rio Branco Football Club; Rio Football Club (antigo campeão da Liga Leopoldinense), ambos por 1 a 0; Sport Club Botafogo (campeão do Bairro de Botafogo) e o Oriente Athletico Club, que depois de uma luta empolgante venceu por 1 a 0, conquistando o título Invicto da Zona do Riachuelo, no dia 30 de Janeiro de 1927.

Conta o Silva Manoel com duas vitórias, um empate e duas derrotas. Empatou uma com o Rio Branco Football Club (Campeão da Alliança Sportiva do Estado do Rio), que venceu por 5 a 2; e contra o Sport Club Anchieta, que venceu por 3 a 2; perdendo para o Tupy de Paracambi por 5 a 4 e do Combinado Ponta d’Areia por 4 a 2, empate com o Sport Club Iguassú em 0 a 0, e 1 a 1 com o Sport Club Valenciano.

PARTICIPAÇÔES NA LBD E LMST

Em 1930, o Silva Manoel Athletico Club ingressou na Liga Brasileira de Desportos (L.B.D.), onde disputou o Campeonato Carioca da Segunda Divisão, em 1930, 1931 e 1932. No ano seguinte, disputou a Segundona, organizado pela Liga Metropolitana de Desportos Terrestres (L.M.S.T.), em 1933.

Time-base de 1928-29: Julio; Bigode (Careca) e Joaquim I; Feniano (Mario), Juca (Cabral) e Pedro (Maydosa); Zeca (Waldemar), Bebé (Joaquim II), Victório (Cap.), Carlinhos e Reynaldo.

 ARTE: Desenho do escudo e uniforme – Sérgio Mello

FONTE: Jornal A Manhã (RJ) – O Imparcial (RJ) – Rio Sportivo (RJ)

Escudo raro de 1927: Real Grandeza Football Club – Rio de Janeiro (RJ)

Por Sérgio Mello

Real Grandeza Football Club foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). A sua Sede ficava localizada na Travessa Oliveira, nº 27, no Bairro de Botafogo, na Zona Sul do Rio. Nos anos 30, o clube se transferiu para a Rua Real Grandeza, nº 243, também em Botafogo.

clube Alvianil foi Fundado no domingo, do dia 06 de Novembro de 1910, por um grupo de operários e alunos do antigo Gymnasio de BotafogoErnesto Amaral; capitão Arthur Henrique Santos; Tenente Eloy Valentim Aguiar; Julio Kengen; José de Maria Ferreira; José Nascimento Ferreira; Leandro da Rocha, entre outros.

Campeão do 1º Campeonato da Liga Sportiva Suburbana

Após uma temporada realizando amistosos e festivais, o Real Grandeza FC foi um dos primeiros clubes  a se filiar na nova Liga Sportiva Suburbana (LSS)fundada em abril de 1912 (Sede na Rua do Senado, nº 164, no Centro do Rio).

No 1º campeonato, o Real Grandeza fez bonito, ao conquistar o título no 1º Quadro e o vice-campeonato nos 2º Quadros.

Amistoso em Niterói

clube Alvianil atravessou a Baía de Guanabara, onde enfrentou o Esperança Football Club, do Bairro de Icarahy, no sábado do dia 27 de julho de 1912. No final, o Real Grandeza goleou por 6 a 0, nos Primeiros Quadros. Nos Segundos Quadros, outro triunfo sobre o clube niteroiense5 a 0.

Escudo de 1927

Triunfo em cima do Carioca F.B.C.

Em 1913, saiu da LSS. Contudo, nesta temporada enfrentou um forte adversário: Carioca Football Club, duas vezes, ambos na casa do adversário: Estrada Dona Castorina, no Bairro da Gávea. No primeiro encontro, Real Grandeza goleou o Carioca pelo placar de 3 a 0. No segundo, melhor para os donos da casa, que venceram apertado o Real Grandeza, por 2 a 1.

Real Grandeza fez o jogo “da entrega das faixas” do 1º Campeão de Niterói

No domingo, do dia 14 de dezembro de 1913, o Real Grandeza enfrentou o Guarany Football Club, às 14h30min., no ‘Ground dos Salesianos’, no Bairro de Santa Rosa, em Niterói. A peleja foi organizado pelo Jornal Gazeta da Manhã, a fim de celebrar a conquista do Campeonato Niteroiense daquele ano, pelo Guarany, que se sagrou campeão vencendo todos os seus jogos. Antes do início do jogo, o jornal entregou a belíssima medalha de ouro ao clube niteroiense, que foi muito aplaudido pelo público presente.

A partida foi movimentada e com uma “chuva de gols“: oito. Melhor para o Guarany que bateu o Real Grandeza pelo placar de 5 a 3. Além da vitória, o clube niteroiense encerrou a temporada de forma invicta sem perder nenhuma partida tanto em jogos oficiais quanto nos amistosos. Ao todo, Guarany Football Club realizou 21 jogos na temporada de 1913: foram 19 vitórias e dois empates. Após o jogo, o Guarany faturou mais um caneco: a Taça Freitas e Félix, destinada ao vencedor do confronto.

Guarany jogou da seguinte forma: O. Medeiros; J. Failace e M. Alexandrino; Eurico, F. Ferreira e L. Tinoco; Gravano, Monteirinho, R. Medeiros, Cecy e Lydio.

Real Grandeza atuou: Álvaro da Silva; Alberto Rocha e  Euclydes Oliveira (Cap.); J. Félix, M. Leite e José de Maria Ferreira (Nero); Jorge Menna, Julio Kengen, J. Marcellino, E. Menezes e J. Pinto.

Campeão do 1º Campeonato da Federação Brasileira de Football

Em 1914, a equipe Alvianil se filiou na Liga Sportiva de Football (LSF), onde ficou com o vice-campeonato ao lado do Dois de Junho Football Club. Em 1915, ajudou na Fundação da Federação Brasileira de Football (FBF).

Nesta competição, fez excelente campanha, chegando ao ponto de arrasar o seu principal adversário: Dois de Junho Football Club, pelo elevado escore de 8 a 0. No final se sagrou Campeão da temporada de 1915. Como a FBF acabou sendo dissolvida, apenas Real Grandeza foi aclamado campeão! Nos segundos e terceiros quadros não tiveram vencedores.

Em 1916, entrou para a Associação Brasileira de Sports Athleticos (ABSA), onde conseguiu o 2º lugar no campeonato. Em razão das boas campanhas, o Real Grandeza Football Club recebeu muitos convites para viajar pelo país. Contudo, o clube não aceitou em razão dos compromissos e a dificuldade de se ausentar do Rio. Em 1920, se filiou a Liga Alliança Sportiva Municipal (LASM).

W.O. deu o título da Liga Suburbana de Football em 1922

Real Grandeza foi campeão da Liga Suburbana de Football em 1922. Porém, a final não foi da forma como todos desejavam. Afinal, o Brasil Football Club (que depois se tornou o Brasil Suburbano FC) não compareceu! Com isso, o Real Grandeza venceu por WO!

Brasil FC foi o  campeão da Série B, enquanto o Real Grandeza foi o vencedor da Série A. O que foi especulado naquela época é que a superioridade do Real Grandeza é tão grande que o Brasil FC temendo sofrer uma goleada humilhante optou em não comparecer na grande final.

Os Campeões da Liga Suburbana de Football:

Engenho de Dentro (tricampeão): 1916, 1917 e 1918;

Bonsucesso: 1919;

Mavilis (bicampeão): 1920 e 1921;

Real Grandeza: 1922.

Em 1923, a Liga Suburbana de Football, que era uma Subliga da Metropolitana, foi perdendo credibilidade e a bagunça imperou. Diante desse quadro foi desfilada pela Liga Metropolitana, e, por conseqüente foi extinta. No início de 1926, entrou na Liga Graphica.

Hymno do Real Grandeza Football Club

Compositor: Oswaldo Barbosa

Real Grandeza glorioso,

Azul e branco pavilhão;

Ergue-te lindo, glorioso;

Luctando sem hesitação.

Heróe bemquisto, valoroso,

E’s nas pelejas campeão;

Valente e bem esperançoso,

Terias da gloria o coração.

Estribilho

Avante Real Grandeza,

Na conquista da victoria;

Teu nome tem a clareza,

Que confirma a tua gloria,

Avante Real Grandeza,

Na conquista da victoria;

Teu nome tem a clareza,

Que confirma a tua gloria,

Teu nome nas lidas, já feito,

Em tudo sempre triumphante;

Gósa de subido conceito,

Cuja carreira tão brilhante,

Vaes tendo na vida sportiva;

As tuas côres tão vistosas.

Bem mostra a sua força altiva,

De heróe nas luctas gloriosas.

Estribilho

Avante Real Grandeza, etc.

Revista Vida Domestica, novembro de 1923

Time de 1912: Saul; João Martins e C. Meira; M. Leite, Waldemar e A. Silva; Nero, J. Carvalho, Manoel, Jorge Menna e Costa.

 Time de 1913: Álvaro da Silva; Alberto Rocha e  Euclydes Oliveira (Cap.); J. Félix, M. Leite e José de Maria Ferreira (Nero); Jorge Menna, Julio Kengen, J. Marcellino, E. Menezes e J. Pinto.

 Time de 1917: Francisco (Laranjeiras); Raymundo e Theodoro (Nilo); Romeu (Parafuso), João Lino e Eurico (Xexê); E. Lima, Waldemar, Julio Kengen, Luiz (Amadeu) e J. Medeiros.

 Time de 1921: Olavo; Bento e Baptista; Moura, Ferreira e José de Maria Ferreira; Marques, Eduardo, Amadeu, Medeiros e Carregal.

ARTE: desenho do escudo e uniforme – Sérgio Mello

FONTES: A Época (RJ) – Correio da Manhã (RJ) – Gazeta de Notícias (RJ) – O Paiz (RJ) – O Imparcial (RJ) – Rio Sportivo (RJ) – Vida Doméstica – Vida Sportiva (RJ)

Maior goleada do Dérbi Campineiro: Guarani (SP) 6 x 0 Ponte Preta (SP)

EM PÉ (esquerda para a direita): Dimas, Valter, Eraldo, Ferrari, Carlão, Diogo e Hermínio Garbelini (diretor);
AGACHADOS (esquerda para a direita): Armando Renganeschi (técnico), Dorival, Marin, Cabrita, Benê I e Osvaldo.

No futebol brasileiro, seguramente, um dos maiores clássicos do Interior é Guarani e Ponte Preta! Uma partida que marcou o “Dérbi Campineiro” foi um amistoso (valia a Taça Amizade), que aconteceu na tarde de domingo, dia 05 de junho de 1960, no Estádio Brinco de Ouro da Princesa, em Campinas (SP).

A partida terminou com uma goleada do Bugre pelo placar de 6 a 0, sendo até hoje o placar mais elástico da história desse confronto. Os gols foram assinalados por Benê e Osvaldo, com dois tentos cada; Cabrita e Paulo Leão, com gol cada.

GUARANI F.C. (SP)         6        X        0        A.A. PONTE PRETA (SP)

LOCALEstádio Brinco de Ouro da Princesa, em Campinas (SP)
CARÁTERAmistoso estadual, valendo a Taça da Amizade
DATAdomingo, dia 05 de junho de 1960
RENDACr$ 359.325,00
ÁRBITROAnacleto Pietrobom (SP)
GUARANIDimas; Ferrari, Carlão e Diogo; Valter e Eraldo; Dorival (Dido), Marin, Cabrita (Paulo Leão), Benê I (Bené II) e Osvaldo. Técnico: Armando Renganeschi.
PONTE PRETAWalter; Darci Santos, Esmeraldo (Ivan) e Ilzo; Miltinho e Pitico; Alcides, Paulinho (Zezinho), Nilson, Sílvio (Nivaldo) e Joubert. Técnico: Gentil Cardoso.
GOL(S)Benê I aos 21 minutos (Guarani); Osvaldo aos 22 minutos (Guarani), no 1º tempo. Osvaldo, de pênalti, aos 14 minutos (Guarani); Cabrita aos 31 minutos (Guarani); Benê I aos 33 minutos (Guarani); Paulo Leão aos 43 minutos (Guarani), no 2º tempo.

Atualmente, o retrospecto geral do confronto entre Ponte Preta e Guarani é o seguinte (atualizado: 1º/02/2026):

  • Total de jogos: 211
  • Vitórias do Guarani: 72
  • Vitórias da Ponte Preta: 70
  • Empates: 69
  • Gols do Guarani: 276
  • Gols da Ponte Preta: 276

FOTO: Acervo e colorização de Zuzarte

FONTE: Jogos do Guarani

Escudo raro: Esporte Clube Renascença – Belo Horizonte (MG)

Escudo raro encontrado na antiga Sede do clube

Por Sérgio Mello

Esporte Clube Renascença foi uma agremiação da cidade de Belo Horizonte (MG). Foi fundado na quarta-feira, do dia 15 de outubro de 1941, por funcionários e diretores da Fábrica de Tecidos Renascença. Era conhecido como o “Time dos Tecelões” e tinha como mascote Urubu.

Era o time do bairro da Renascençana cidade de Belo Horizonte/MG, mas nunca chegou a disputar o Campeonato da Liga de Belo Horizonte. Disputou os campeonatos mineiros entre os anos de 1959 e 1967.

Seu estádio era denominado Cristiano Guimarães (Eucaliptos) e se situava no bairro da Renascença, assim como também sua Sede que ficava na Rua Botucatu, nº 177. Aliás, a antiga sede ainda está o escudo raro acima até os dias de hoje.

No circulo vermelho está o escudo raro do Renascença

No início, disputou as competições do futebol amador promovidas pela Federação Mineira de Futebol (FMF). Em 1947, após a construção do seu estádio, pediu inscrição no Campeonato da Cidade de 1948.

O ingresso no certame era complicado, pois dependia da aprovação dos demais clubes. E a inscrição do Renascença não foi aceita, pois temiam que seus jogos causassem déficit nas arrecadações.

O escudo no tamanho ampliado

Em 1958, a Federação Mineira de Futebol aceitou a inscrição de diversos clubes, dentre eles o Renascença. Devido ao grande número de inscritos, houve a necessidade de se organizar um torneio eliminatório para definir as equipes que iriam disputar o campeonato.

Renascença perdeu a oitava vaga para o Cruzeiro e ficou fora do certame. Em 1959, voltou a disputar o Torneio Classificatório e conseguiu uma das vagas para o Campeonato.

Renascença também disputou oito edições do Campeonato Mineiro da 1ª Divisão: 1959 (9º lugar)1960 (10º lugar)1961 (11º lugar)1962 (10º lugar)1963 (11º lugar)1964 (11º lugar)1965 (11º lugar) e 1966 (12º lugar), quando foi rebaixado para a 2ª Divisão Mineira.

Uma das maiores glórias do Renascença foi ter conquistado Copa Belo Horizonte no ano de 1961, uma competição que antecedia o Campeonato Mineiro e que era disputada pelos clubes profissionais da capital, mais uma Seleção Amadora.

Renascença venceu o Cruzeiro Esporte Clube (2 a 0), o Sete de Setembro Futebol Clube (2 a 0), a Seleção Amadora (4 a 0), empatou com o América Futebol Clube (0 a 0) e venceu o Clube Atlético Mineiro (2 a 0).

artilheiro da Copa foi o atacante Luis Carlos, do Renascença, com 6 gols. O time campeão do Renascença foi o seguinte: Tonho; Celso, Dalmo, Negrinho e Coelho, Zeca; Piazza (Grilo) e Luiz Carlos; Rafael, Robson e Joãozinho. O técnico era Gérson dos Santos.

O “Time dos Tecelões” também conquistou o Torneio Início de 1963. Empatou com o Cruzeiro Esporte Clube (0 a 0) e classificou-se nos pênaltis (3 a 2), depois empatou com o Esporte Clube Siderúrgica de Sabará (0 a 0) e também classificou-se nos pênaltis (9 a 8). Na final, empatou com o Clube Atlético Mineiro (0 a 0) e venceu nos pênaltis (9 a 6).

time campeão foi Arésio; Sérgio, Grilo, Borges e Fernando; Piazza, De Paula e Jorge; Zimba, Miltinho, Robson.

Em 1966 ficou em último lugar e caiu para a Segunda Divisão, o que levou a Companhia Renascença Industrial a extinguir o departamento de futebol em 1967. Atualmente, no local da fábrica, encontra-se instalada uma universidade particular.

Renascença revelou grandes craques, tais como Wilson Piazzacampeão mundial em 1970, o zagueiro Procópio CardosoTonho, ex-goleiro do Cruzeiro Silvinho, ex-ponta esquerda do Vasco. Encerraram suas carreiras no clube o genial goleiro VeludoDécio Brito, irmão do zagueiro Britoda Copa de 70 e Waldir Lellis, o médio-volante Amarelinho. Também passaram pelo Urubu, os jogadores Hélio LazarottiHilton de Oliveira e o goleiro Mussula.

Colaborou: Fabiano Rosa Campos (presidente do Sete de Setembro F.C., de B.H.)

FOTO: Google Maps

ARTE: desenho dos escudos e uniformes – Sérgio Mello

FONTES: Ligeirinhoclubesemdestaque e acervo pessoal