Comandos pelo técnico Mário Travaglini, a Seleção Brasileira se preparava para a disputa do Sul-Americano de juniores de 1979. No final, o Brasil terminou na 4ª colocação do Quadrangular Final, assegurando o seu lugar nos Jogos Pan-Americanos, porém ficou de fora do Mundial de 1979.
Na foto (acima) a descrição dos atletas e membros da comissão técnica:
EM PÉ (esquerda para a direita): Mário Travaglini (treinador), Antonio Melo (preparador físico), Paulinho (auxiliar técnico), André, Robertinho, Marola, Márcio Rosini, Paulo César Borges, Paulo César, Solitinho, Paulo Borges, Luís Cláudio, Raul Carlesso (preparador físico), Guiseppe Taranto (médico) e José Dias (supervisor);
AJOELHADOS (esquerda para a direita): Deinha, Leandro, Loti, Jorginho, Everton, Anchieta e Chico de Assis;
SENTADOS (esquerda para a direita):Gersinho, João Maria, Vagner Basílio, Claudinho, Rudnei e César Pappiani.
EM PÉ (esquerda para a direita): Leandro, Emerson Leão, Márcio Rossini, Mozer, Andrade, Júnior e Admildo Chirol (preparador físico); AGACHADOS (esquerda para a direita):Nocaute Jack (massagista), Renato Gaúcho, Sócrates , Roberto Dinamite, Jorginho, Éder Aleixo e Ximbica (roupeiro).
Na segunda-feira, às 16h30min., do dia 12 de setembro de 1983, o treinador Carlos Alberto Parreira realizou o segundo treino da seleção brasileira para o clássico diante da Argentina. O meia Jorginho, do Palmeiras/SP, foi a novidade, uma vez que Tita estava preocupado com a gravidez de sua esposa e por isso nem treinou.
A arbitragem teve uma curiosidade: um sorteio meia-hora antes da partida definiu o chileno Mário Lira. Os demais também os compatriotas Gaston Castro e Hernan Silva.
Empate dava classificação a Seleção Canarinho
Ao Brasil bastava o empate; enquanto para ‘Los Hermanos’, só a vitória interessava. No primeiro jogo, em Buenos Aires, os argentinos quebraram um tabu de 13 anos sem vitória e ganharam por 1 a 0, gol do centroavante Gareca.
Brasil x Argentina, que marcava o reencontro da seleção com o torcedor carioca – o último jogo no Rio foi em abril, contra o Chile terá a renda líquida integralmente doada à campanha de ajuda aos flagelados da seca no Nordeste. E pela importância do jogo e pelo apelo filantrópico que está sendo feito, a CBF acredita em uma arrecadação em torno de Cr$ 200 milhões.
Brasil e Argentina são, no momento, duas equipes em renovação de nomes e de filosofia. A CBF, depois da perda da Copa da Espanha contratou Carlos Alberto Parreira para a vaga de Telê Santana. Já a AFA(Associação de Futebol Argentina) – destituiu César Luís Menotti e em seu lugar colocou Carlos Billardo.
A classificação nesta Copa América, devido a esta circunstância, tem uma importância fundamental para o prosseguimento do trabalho dos dois treinadores.
Ambos raciocinam da mesma maneira: o Brasil ganhar da Argentina ou vice-versa comprovará a correção do planejamento de preparação e, além disso, reforçará as duas equipes no aspecto psicológico.
Mas para obter a classificação, Brasil e Argentina vão trilhar caminhos diferentes. Parreira, embora precise apenas de um empate, promete armar seu time de forma ofensiva, “mas com algumas cautelas“, enquanto Billardo deve esquematizar a Argentina para jogar em função dos contra-ataques.
Entretanto, os próprios argentinos reconhecem o favoritismo brasileiro para este jogo. E têm motivos de sobra para isso. Primeiro, porque a torcida terá participação decisiva. Segundo porque Parreira terá de volta na equipe o principal jogador do Brasil na atualidade: Sócrates. O atacante corintiano estreará nesta Copa América, e sua escalação provocou comentários entusiasmados dos companheiros.
O treinador brasileiro, ao contrário da partida contra o Equador, optou, desta vez, pelo aproveitamento de um cabeça-de-área e escalou Andrade, compondo o resto do meio-campo com Jorginho e Sócrates.
O ponteiro Renato Gaúcho, no início da semana, resumiu o ponto de vista do grupo em relação a Sócrates: “Com ele, o Brasil ganha em experiência e criatividade”.
Da mesma forma pensa Parreira, para quem a presença de um jogador das qualidades de Sócrates será ponto de desequilíbrio num jogo “em que o adversário deverá jogar na retranca e encurtando os espaços“.
Foto: Custodio Coimbra Roberto Dinamite lutou muito, mas sem sucesso
Brasil empata, se classifica, mas não convence
A crônica do Jornal dos Sports assim descreveu a partida: “Mesmo sem realizar uma boa faltou criatividade no meio-campo – o Brasil empatou com a Argentina em 0 a 0, ontem, no Maracanã, garantindo sua classificação para a próxima fase da Copa América, como vencedor do Grupo 2. Agora, a Seleção Brasileira enfrentará o Paraguai, campeão da última competição, em 79, tentando decidir o torneio com o vencedor da disputa entre os primeiros colocados dos grupos l e III.
Éder tentou passar por Olarticoechea, mas sem sucesso
1º TEMPO
O Brasil iniciou jogo tendo Sócrates e Jorginho do mesmo lado do campo, facilitando, assim o sentido de marcação da Argentina, por sinal, rigorosa. Por isso, não foi difícil ao adversário bloquear quase todas as oportunidades da Seleção Brasileira, que não foram tantas na fase inicial.
E, com cerrada marcação, a Argentina evitou que sua defesa corresse perigo e pode sair em rápidos contra-ataques, principalmente pela direita. Mas a primeira chance de gol surgiu pela esquerda, aos 7 minutos, quando Leandro falhou, permitindo que Gareca penetrasse às costas de Mozer.
Junior fez a cobertura e salvou a situação de perigo. O Brasil procurou utilizar a saída rápida da defesa para o ataque e tentou fazer a linha do impedimento, mas essa tática não funcionou bem.
O primeiro grande lance dos brasileiros ocorreu aos 18 minutos, quando Roberto recebeu, matou no peito e chutou de voleio, aparecendo Fillol para desviar para corner. Mas o Brasil encontrou dificuldades para criar, pela marcação argentina. Brown colou em Roberto; Olarticoechea procurou bloquear Éder, e Russo exerceu marcação individual em cima de Sócrates. Além disso, Trossero ficou na sobra, matando a jogada quando um dos companheiros era batido.
Russo marcou Sócrates em cima
2º TEMPO
No início da fase complementar a Argentina deu mais espaços ao Brasil, que, mais veloz, passou a ameaçar efetivamente o goleiro Fillol. Logo aos 2 minutos, Éder cobrou falta, a bola bateu na barreira, e o argentino, com incrível reflexo, mandou a corner.
Aos 5, Renato cruzou, Roberto entrou de cabeça e novamente Fillol surgiu para fazer outra defesa sensacional. Aos 7, foi a vez de Sócrates exigir do goleiro. Mas a melhor oportunidade do Brasil aconteceu nos 18 minutos, quando Leandro recebeu pela direita, cruzou, o zagueiro Brown falhou e Roberto perdeu gol feito. A partir dos 30 minutos, o jogo caiu muito, com jogadas ruins das duas equipes, justificando o empate sem gols, numa partida que não agradou ao público.
Técnico da Seleção Brasileira, Carlos Alberto Parreira
Parreira: Importante foi a classificação
“O importante foi o Brasil se classificar. Não me importei com as vaias e com a reclamação de um bom futebol. O Brasil está classificado para a semifinal da Copa América e isso é o importante. Não o resultado do jogo ou a forma de atuar de nossa equipe”.
Foi dessa forma que o técnico da Seleção Brasileira, Carlos Alberto Parreira, analisou o empate do Brasil, diante da Argentina, ontem à noite, no Maracanã. Na opinião de Parreira, os argentinos vieram para buscar o empate e isto ficou evidente estratégia tática ermada pelo técnico Carlos Bilardo:
“No segundo tempo, criamos algumas oportunidades de gol e o Leão foi um espectador privilegiado. A única defesa mais difícil sua foi quando cortou um cruzamento de soco. Mais nada”.
Segundo Parreira, o Brasil em nenhum momento da partida jogou pelo empate, mas não adiantava nada arriscar o gol faltando cinco minutos para terminar o jogo. Jogamos de acordo com o adversário.
O treinador se mostrou surpreso com a marcação argentina, segundo ele, inédita em toda sua história: “Nunca vi a Argentina marcar tão bem. O Brasil teve dificuldades para encontrar espaços”.
BRASIL 0 X 0 ARGENTINA
LOCAL
Estádio Mario Filho, o ‘Maracanã’, na cidade do Rio (RJ)
CARÁTER
Grupo 2, da Copa América de 1983
DATA
Quarta-feira, do dia 14 de setembro de 1983
HORÁRIO
21h30min. (de Brasília)
RENDA
Cr$ 78.769.800,00 (setenta e oito milhões, setecentos e sessenta e nove mil e oitocentos cruzeiros)
PÚBLICO
53.921 pagantes
ÁRBITRO
Mario Lira (FIFA/Chile)
AUXILIARES
Gaston Castro (Chile) e Hernan Silva (Chile)
CARTÃO AMARELO
Miguel Ángel Russo e Claudio Marangoni (ARG); Éder e Márcio Rossini (BRA)
BRASIL
Emerson Leão; Leandro, Márcio Rossini, Mozer e Júnior; Andrade, Jorginho e Sócrates; Renato Gaúcho, Roberto Dinamite e Éder. Técnico: Carlos Alberto Parreira.
ARGENTINA
Ubaldo Fillol; Julio Olarticoechea, José Luis Brown, Enzo Trossero e Oscar Garré; Miguel Ángel Russo, Claudio Marangoni e Alejandro Sabella (Victor Ramos); Alberto Marcico (José Daniel Ponce), Ricardo Gareca e Jorge Burruchaga. Técnico: Carlos Billardo
GOL
Nenhum
FOTO: Acervo dos fotógrafos Custodio Coimbra e Olavo Rufino
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Foto de 17/06/1965. EM PÉ (esquerda para a direita): Deleu – Sidnei (goleiro) – Adilson – Cidinho – Tião Macalé – Diogo; AGACHADOS (esquerda para a direita): Joãozinho – Nelsinho – Babá – Américo Murolo – Carlinhos.
GUARANI (SP) 2 X 1 BRAGANTINO (SP)
LOCAL
Estádio Brinco de Ouro da Princesa, em Campinas (SP)
CARÁTER
Amistoso estadual
DATA
Quinta-feira, do dia 17 de junho de 1965 (Corpus Christi)
RENDA
Cr$ 1.040.500 (hum milhão e quarenta mil e quinhentos Cruzeiros)
ÁRBITRO
Dionísio Maurício (Liga Campineira de Futebol)
EXPULSÃO
Floriano (Bragantino) aos 40 minutos do 2º tempo.
GUARANI
Sidnei; Deleu, Adílson e Diogo; Tião Macalé (Sudaco) e Cidinho; Joãozinho, Nelsinho, Babá, Américo Murolo e Carlinhos (Osvaldo). Técnico: Dorival Geraldo dos Santos.
BRAGANTINO
Darci (Floriano); Jackson (Dom Pedro), Mineiro, Walter e Araldo; Nardinho (Del Pozzo) e Afonsinho; Anacleto, Norberto, Buzzone (Valter Marinho) e Wilsinho. Técnico: Capitão João Moreira.
GOLS
Nelsinho aos 39 minutos (Guarani), do 1º Tempo. Wilsinho, de pênalti, aos 6 minutos (Bragantino); Sudaco aos 42 minutos (Guarani), no 2º Tempo.
CURIOSIDADE
Osvaldo, do Guarani, desperdiçou um pênalti, chutando para fora aos 33 minutos da etapa final.
A Sociedade Esportiva Columbia foi uma agremiação da cidade de Campinas (SP). Um grupo de jovens esportistas, funcionários da Cervejaria Columbia S. A., resolveram fundar na segunda-feira, do dia 25 de junho de 1951.
O clube surgiu com o apoio e incentivo de parte dos srs. Guido Franceschini, superintendente da Cervejaria Columbia S. A., Ítalo Franceschini, Orlando Satucci, Dr. Humberto Frediani e Dr. Waldemar Strazzacapра.
A Sede administrativa ficava instalada nas dependências dentro da própria CervejariaColumbia S.A., na Avenida Andrade Neves, nº 103, no Centro de Campinas/SP. O local, contava com aparelho televisor, mesas de pingue-pongue, damas e xadrez, para recreação dos associados.
A sua 1ª Diretoria, constituída de seus fundadores, esteve integrada por:
Presidente – Ary Antunes;
Vice-presidente – Benedito Batista da Silva Filho;
Tesoureiro-Geral – Antônio F. do Amaral;
1º Tesoureiro – Carmo Della Donne;
2º Tesoureiro – Nilza Ruas;
Secretário – Nelson Marques;
1º Secretário – Geraldo Batista;
Diretor de Esportes – Décio Rocha;
Direto Social – Edmir Checchia;
Diretor de Propaganda – José Antônio Gobbi.
Títulos
Em suas conquistas tem a S. E. Columbia por galardão, o título de campeã do torneio início, do certame “Benedito Alves“, promovido pela Liga Campineira de Futebol, em 1953; bicampeã do torneio promovido pelo SESI, em 1954 e 1955; vice-campeã de voleibol, pelo torneio início do “Torneio Estímulo de Voleibol“, promovido pela Liga Campineira de Voleibol, realizado em 1953.
Em diferentes épocas (anos 50 e 70), a S. E. Columbia organizava provas de Pedestrianismo como a “Prova Pedestre Mossoró” e a “Prova dos Garçons“, despertando grande interesse dos esportistas e público locais.
Diretoria de 1957 era composta por: Orlando Pavan (Presidente); Geraldo Batista(Vice-Presidente); José Antônio Gobbi (Secretário-Geral); Antônio Barreto (1º Secretário); Arlindo Chiavegatto (Tesoureiro-Geral); Arsênio da Silva Carvalho (1ºTesoureiro); Gilberto Christdos Santos e Isaias Gobbi(Diretores de Esportes); Amadeu Ceregatti (Diretor Social); José de Carvalho Marcelino (Diretor de Patrimônio).
A Sociedade Esportiva Columbia mandava os seus jogos no campo do Mogiana, em Campinas/SP. O dirigente do clube, Benedito Batista da Silva Filho foi Presidente da Liga Campineira de Atletismo em 1955, e depois presidiu a Liga Campineira de Futebol.
Gazeta Esportiva, 19 de abril de 1955
Empatou em Descalvado a S. E. Columbia
A Gazeta Esportiva assim contou a história do jogo: “No domingo, do dia 10 de julho de 1955, aproveitando a folga que lhe proporcionou o Campeonato Amador de Campinas, a S. E. Columbia foi até a cidade de Descalvado, e arrancou um empate em 3 a 3.
Após os 90 minutos de luta, o marcador registrou igualdade com Juquinha, Vambi e Tito assinalado para os rubro-verdes(em outra matéria citou que o time era alviverde).
Jogaram assim formados os campineiros: Luiz; Nei e Ditão; Tito (Sidney), Gastão e Plinio (Tito); Semedo, Vambi, Juquinha, Luizinho e João Rosa (Plinio). Por nosso intermédio, os “Columbinos” agradecem os serviços prestados pelo dr. Ueber Teixeira, que acudiu o arqueiro Luiz, quando da sua contusão”.
Gazeta Esportiva, 21 de julho de 1955
Colaborou: Moisés H G Cunha
ARTE: desenho dos escudos e uniformes – Sérgio Mello
FOTOS: Acervos de Dilson Rocha, o ‘Rochinha’ (ex-jogador do Columbia) – Claudio Aldecir Oliveira (1956)
FONTES:Dilson Rocha, o ‘Rochinha’ – Álbum Futebolístico de S. Paulo – A Tribuna (SP) – A Gazeta Esportiva (SP)
A Associação Beneficente Cultural e Recreativa dos Marítimos foi uma agremiação da cidade de Corumbá (MS). A sua Sede ficava localizada na Rua Treze de Junho, nº 1.519, no Centro da cidade de Corumbá. O clube Alvianil foi Fundado no sábado, do dia 18 de Agosto de 1951.
O seu mascote era o Marinheiro Popeye, enquanto os seus jogos eram realizados no Estádio Artur Marinho, com capacidade para 15 mil pessoas. Participou do Campeonato Sul-Mato-Grossense da 1ª Divisão, em quatro oportunidades: 1995, 1996, 1997 e 1998. Até os anos 70 era o clube mais popular de Corumbá, fronteira com a Bolívia, onde foi Pentacampeãodo Campeonato Citadino: 1954, 1955,1956, 1957 e 1958. Na década de 60 outros dois títulos: 1960 e 1962..
Em pé da esquerda para a direita: Juvenal, Tuta, Pierre, Aurélio, João Luiz, Cacique, Gilson, Zelão, Adalberto (técnico), Mário e Jorge “Cachaço”. Agachados na mesma ordem: Celi (massagista), Jair “Pagodeiro”, Armindo, Edeni, Adão, Calixto, Mário Fernandes, Moreira e Zé de Oliveira (preparador físico).
Disputou o Torneio Inter-clubes do Mato Grosso em 1962. Depois participou do Torneio dos campeões do Estado em 1965, Campeonato Matogrossense de Amadores em 1966 e 1968(neste período não havia estadual, sendo substituídos por estes Torneios Estaduais organizados pela FMD). Disputou o Campeonato Estadual Mato-grossense de 1975 (antes da divisão do estado). Disputou quatro campeonatos Sul-mato-grossense de 1995 até 1998.
Acervo de”Memórias de Corumbá”
FONTES & FOTO: Revista Placar – Correio de Corumbá– Página do Facebook “Memórias de Corumbá”
Na tarde de domingo, do dia 11 de janeiro de 1981, Corumbaense Futebol Clube e Vasco da Gama se enfrentaram, em amistoso, na reinauguração do Estádio Arthur Marinho, o “Gigante da Fronteira“, na cidade de Corumbá/MS. Esse jogo, foi a 1ª vez que Roberto Dinamite atuou em solo sul-mato-grossenses.
EM PÉ (esquerda para a direita): Mazaropi, Rosemiro, Orlando Lelé, Celso, Dudu e João Luís; AGACHADOS (esquerda para a direita): Wilsinho, Zandonaide, Roberto Dinamite, Silvinho e César.
O Jornal dos Sports, assim fez a crônica do jogo:
Gol de Zandonaide
garante o Vascão em Corumbá
“O Vasco começou a temporada deste ano com uma vitória de 1 a 0 sobre o Corumbaense, gol de Zandonaide aos 26 minutos do primeiro tempo, aproveitando passe na medida de Roberto Dinamite.
O time carioca mereceu a vitória pelo maior volume que apresentou durante a partida. Com o objetivo de mostrar ao adversário que foi a Corumbá para ganhar a partida, além de participar da festa, o Vasco começou o jogo se lançando à frente em busca de um gol.
Ο Corumbaense, porém não se intimidou e passou também à ofensiva. Com isso, os primeiros minutos do jogo de ontem à tarde, foram bastante movimentados, com bons lances técnicos e jogadas individuais.
Aos poucos, mais decidido e com jogadores mais experientes, o Vasco foi se impondo e, a partir dos 10 minutos, passou a dominar o jogo, fazendo com que seu adversário recuasse para evitar levar gol. O Vasco fez a maioria de suas jogadas pelo setor direito, aproveitando a disposição e determinação de Rosemiro, que entrava bem pelo setor.
Mas foi do Corumbaense a primeira jogada de perigo, que aconteceu aos 24 minutos, com chute de Leba, com a bola passando entre as pernas de Mazaropi. O goleiro, porém, se recuperou e pegou com dificuldade, evitando o gol.
Bolão, Mário Sérgio, Torta, Tico, Lúcio, Chicão, Pretinho e Dum, Negão, Leba, Neca, Dida, Éder, Carlinhos e Carlos.
No minuto seguinte, o Vasco abriu o escore, com chute violento de Zandonaide, de perna esquerda, após receber passe na medida de Roberto, numa jogada de estilo de Dinamite que matou a bola no peito, deixando para o apoiador completar.
Depois do gol, o Vasco ainda manteve pequeno domínio, mas após os 30 minutos o Corumbaense sentiu que dava e partiu com decisão para o ataque. O Vasco sentiu a pressão e passou a atuar com mais cautela. Aos 43 minutos, Leba passou por dois defensores, chutou forte e a bola passou sobre o travessão, com perigo para Mazaropi.
Para o segundo tempo o Vasco voltou com Guina em lugar de Wilsinho“Xodó da vovó”, para treinar o apoiador que aceitou ser ponta-direita e fazer o terceiro jogador do meio-campo. O time, porém, não melhorou muito, como Zagallo esperava, pois era evidente a falta de ritmo de alguns jogadores e o entrosamento de um modo geral.
O Vasco ainda fez mais duas alterações, Adriano e Sérgio Pinto, para testá-los. Mesmo com essas substituições, o time carioca não conseguiu marcar o segundo gol. O resultado, porém, foi justo pelo maior volume de jogo que o Vasco teve na partida.
Nos cinco minutos finais as duas equipes voltaram a jogar com mais entusiasmo, com muitas situações de gols, mas o escore não se modificou e o Vasco ganhou seu primeiro amistoso do ano”.
CORUMBAENSE F.C. (MS) 0 X 1 C.R. VASCO DA GAMA (RJ)
LOCAL
Estádio Artur Marinho, em Corumbá (MS)
CARÁTER
Amistoso nacional
DATA
Domingo, do dia 11 de janeiro de 1981
ÁRBITRO
Lourival Ribeiro da Paixão (então com 36 anos, da FFMS)
CORUMBAENSE F.C.
Bolão; Mário Sérgio, Torta (Dida), Tico e Lúcio; Chicão (Éder), Pretinho e Dum (Carlinhos); Negão, Leba e Neca (Carlos).
C.R. VASCO DA GAMA
Mazaropi; Rosemiro, Orlando Lelé, Celso e João Luís (Sérgio Pinto); Dudu, Zandonaide e César; Wilsinho (Guina), Roberto Dinamite e Silvinho (Adriano). Técnico: Mário Jorge Lobo Zagallo
GOL(S)
Zandonaide, aos 26 minutos (Vasco), do 1º Tempo.
FOTOS: Página do Facebook “Memórias de Corumbá”, do acervo do fotógrafo Roberto Higa
A Liga de Esportes de Corumbá (LEC) é a entidade máxima da cidade de Corumbá, que fica localizado a 415 km da capital de Campo Grande, no estado de Mato Grosso do Sul. Corumbá conta com uma população de 96.268 habitantes, segundo o censo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), de 2022. O nome da cidade vem do Tupi-guarani (Korü’ba) que significa ‘Banco de Cascalho’.
A LEC (Liga de Esportes de Corumbá) foi fundada na sexta-feira, do dia 04 de julho de 1941. A sua Sede fica no Estádio Municipal Arthur Marinho, situado na Rua Delamare, 1.958-2.118, no bairro Dom Biosco, em Corumbá/MS.
Seleção de Corumbá em 1963, em Aquidauana/MS EM PÉ (esquerda para a direita): Queite, Garrafinha, Tachi e Lara. AGACHADOS (esquerda para a direita): Arionor, Vandir, Nelson, Judson, Adalberto e Cuiabano.
FOTO: Página no Facebook “Memórias de Corumbá”, do acervo de Milton Evangelista