Inédito!! Futebol Clube Galitos – Rio de Janeiro (RJ): Fundado em 1940

Por Sérgio Mello

Distintivo e uniforme da década de 40

O Futebol Clube Galitos foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). A 1ª Sede (anos 40) ficava localizado na Rua Vaz de Toledo, nº 417 (sobrado), no Engenho Novo. Posteriormente se transferiu a sua Sede social para a Rua Sousa Barros, nº 2, no Engenho Novo, na Zona Norte do Rio (RJ).

Na sexta-feira, às 21 horas, no dia 15 de janeiro de 1965, o clube inaugurou o Salão de Festas. Atualmente, o local foi demolido e construído o Hospital da UPA (Unidade de Pronto Atendimento).

Três remadores portugueses fundaram o Galitos

O Clube da Cidade Olímpica” ou “Rubro-verdefoi Fundado na quinta-feira, do dia 1º de Agosto de 1940, por três remadores portugueses que pertenciam ao Clube dos Galitos (fundado em 1904 e o escudo também há um galo) de Aveiro, que fica na sub-região da Região de Aveiro, que pertence a região do Centro e ao Distrito de Aveiro e ainda à antiga província da Beira Litoral. A localidade fica a 255 km da capital Lisboa (Portugal).

As cores foi uma homenagem à Portugal

As cores, evidentemente foi inspirado na bandeira portuguesa. O uniforme nos anos 60 era: verde e vermelho (camisa verde com gola e punhos vermelhos, calção branco, e meias com listras vermelhas e verdes).

Primeira Diretoria

A 1ª Diretoria do Galitos foi constituída pelos seguintes membros:

Presidente – Antônio Camano;

Vice-presidente – João Campos;

Diretor de Finanças – Valkir Laranja;

Secretário – Júlio Coutinho;

Diretor de Esportes – Antônio Valério;

Tesoureiro – José Emilio dos Santos;

Diretor de Publicidade – Fernando Santos.

Entrada principal da sede do Galitos, na Rua Sousa Barros. O clube esteve parado socialmente e a diretoria recém-eleita pretende, além de voltar às lides esportivas em 1968, reiniciar todas as atividades.

Início no esporte bretão

O seu começo na vida futebolística, o Galitos realizou centenas de partidas amistosas contra equipes cariocas e fluminenses, conquistando muitas vitórias conquistando o respeito e prestigio no desporto menor.

Na quinta-feira, do dia 1º de outubro de 1942, a diretoria anunciou Silvio Marçal como o novo técnico do clube, que ainda atua como goleiro, defendendo as cores do possante São Cristóvão.

Na década de 40, realizou duas excursões a Miguel Pereira (derrota para o Miguel Pereira por 5 a 2, em 1948) e Mendes (empate em 3 a 3 com o CIPC, em 1949).

FOTO: Globo Sportivo – Uma das formações do F.C. Galitos de 1942

Primeiro título: Campeã do ‘Torneio dos Campeões’

No domingo, do dia 12 de julho de 1942, foi realizado o Torneio dos Campeões, idealizado pelo Corcovado, revestiu-se do máximo brilhantismo. O Futebol Clube Galitos, se sagrou campeão, exibiu-se de maneira notável, conseguindo dois lindos feitos no mesmo dia.

Assim é que, além da vitória alcançada no torneio, saiu-se vitorioso por 3 a 2, no amistoso realizado com o Maravilha da Praça Tiradentes. Disputaram o Torneio dos Campeões oito equipes:

Paula Matos; Club Athletico Tijuca; Corcovado Football Club; Associação Athletica Casa Bruno; Esporte Clube Caveiras; Futebol Clube Galitos, Radial Football Club e Esporte Clube Goitacaz.

O vice-campeão foi o Esporte Clube Goitacaz, que, no prélio final com o Galitos, exigiu quatro prorrogações até ser batido. A equipe campeã foi a seguinte: Camisolão; Nonô e Maravilha; Mario, Antero e Roldão; Luiz Odarilo, Laurito, Walter e Mello.

FOTO (1943): Gazeta de Notícias – Time formado com: Betinho; Nonô e Ary; Cornélio, Lenine e Elmo; Othon, Darcy, Mario, Patola e Neco.

Galitos campeão do Engenho Novo de 1943

O Jornal dos Sports fez a crônica desse título conquistado pelo Galitos:

– Obteve um sucesso notável o, Campeonato Regional do Engenho Novo, promovido pelo “Correio da Noite“, com a cooperação do E. C. Vallim que foi além da expectativa; cedeu o seu majestoso campo, deu artística taças com as legendas: campeão e vice; além do policiamento que pediu para que tudo correspondesse a expectativa, enfim, tudo correu às mil maravilhas, não pela compreensão dos litigiantes, como também pelas disciplinadas assistências dos concorrentes.

Os quadros que disputaram o torneio foram Galitos, Pacífico, Palmeira, Corintians, Eng. Novo, Nacional. Lamentável é que o Souza Barros e o Cabuloso desistissem de tão extraordinário empreendimento. A vitória do Galitos foi justíssima, foi quem apresentou melhor conjunto, ardor e combatividade.

O Palmeira também agradou pelos valores que apresentou, só cedendo nos últimos momentos de Jogo. O Nacional, Eng. Novo e Corintians regulares, e finalmente o Pacífico que era o favorito, devido ao scratch que apresentou foi abafado pelo Galitos, perdendo por 2 goals, 1 corner a zero, embora reforçado com, Ludovico, do Bonsucesso, Otavio, do Nacional, Osmar, do C.R. Flamengo aliás, foi campeão pelo rubro-negro, Paco do Valim, etc.

A assistência presente foi colossal, lotando totalmente as dependências do Valim. O resultado geral do torneio foi o seguinte:

1º Jogo: Nacional empatou com o Eng. Novo por 1 a 1, mas venceu nos escanteios por 3 a 1. O árbitro foi o sr. Brasiliano Vallim

2º Jogo: Palmeira derrotou o Corintians por 1 a 0, tendo Faustino Vallim como árbitro.

3.° jogo: Galitos bateu o Pacífico por 2 a 0, e levou a melhor nos escanteios: 1 a 0. O árbitro foi o sr. Arthur Lopes, o popular Baianinho do S. Christovão.

4º jogo: Palmeira e Nacional empataram sem gols, mas nos escanteios o Palmeira venceu por 1 a 0. A arbitragem ficou a cargo de Isaac Mendes de Almeida.

Na grande final, com Arthur Lopes no apito, Galitos e Palmeira decidiram o título. A partida teve a duração de uma hora (30 minutos cada tempo). Aos 5 minutos, Marinho cortando uma bola conseguiu o 1.º goal para o Palmeira, terminando o primeiro tempo em vantagem 1 x 0.

No 2.º tempo, aos 22 minutos, Nonô cobrou uma falta do meio de campo. A bola caiu nos pés de Lippi, que de maneira notável, empatasse o prélio com uma bicicleta, terminando o tempo regulamentar 1 x 1.

Na 1ª prorrogação permanece o placard 1 x 1. Ao iniciar se a 2ª prorrogação o Galitos força a defesa do Palmeira que finalmente cede. Lippi apanhando um magnifico passe de Patola dribla os zagueiros e coloca magistralmente a bola no arco de Macarrão obtendo não só a vitória como também o honroso título de Campeão do Engenho Novo.

GALITOS (Campeão) – Betinho; Nonô e Ary; Cornélio, Roldão e Neco; Walter, Odorico (cap.), Lippi, Patola e Otton.

PALMEIRA (Vice-campeão) – Macarrão; Mario e Marinho; Milton, Floriano e Jayme, Léo (cap.), Jocelino, Milani, Mario e Newton.

À noite, em comemoração ao seu grande feito, o Galitos realizou uma passeata por várias ruas das estações do Meyer, Engenho Novo e Sampaio.

FOTO (1968) – Quadra de basquete do Galitos que está sendo recomposta pelos dirigentes atuais para a atividade do seu quadro social.

Títulos conquistados

Campeão do Torneio dos Campeões (1942);

Campeão do Campeonato Regional do Engenho Novo (1943);

Tricampeão da Disciplina no Departamento Autônomo (1958, 1959 e 1960);

Vice-campeão infanto-juvenil do Departamento Autônomo (1960).

Revista O Cruzeiro (RJ) de1966 – O craque Denilson , o ‘Rei Zulu’, revelado pelo F.C. Galitos

Fábrica de Craques

A agremiação Galitense contava com as categorias Juvenis, Aspirantes, Amadores e Veteranos. Dos jogadores de maior destaque revelados no clube: o goleiro Betinho se transferiu para o Vasco da Gama em 1943; Denílson (Fluminense); Carlos Pedro (America/RJ e Sporting/POR); Jorge Andrade (Vasco) e Tião (Portuguesa Carioca).

Inauguração do campo do Galitos

A Praça de Esportes, batizada por ‘Cidade Olímpica’, ficava situado entre as Ruas Sousa Barros e Dois de Maio, no Engenho Novo (próximo à sede do clube), e foi adquirida na quarta-feira, do dia 16 de abril de 1941. Na década de 60, o clube acabou perdendo o campo num imbróglio com o Banco do Brasil. Posteriormente, jogou nesse campo cedido pelo próprio banco.

No domingo, do dia 25 de Maio de 1941, o clube inaugurou a sua Praça de Esportes, enfrentando o Palmeira. No entanto, o resultado não foi o esperado, sendo derrotado pelo placar de 3 a 0.

Galitos entra no pugilismo

Na quinta-feira, do dia 21 de julho de 1949, o clube deu entrada na secretaria da Federação Metropolitana de Pugilismo (FMP) um pedido de filiação. O Galitos construiu em seu campo uma aparelhagem própria para competições de pugilismo.

O diretor Walquir Laranja definiu como técnico, o sr. Albino Alvarez, veterano lutador com muitos triunfos em ringues cariocas. A partir da sua filiação, o campo passou a ter diversas competições de boxe, organizadas pela FMP.

Além do futebol e o boxe, o clube possuía jogos de salão (como Futebol de Botão), voleibol, futebol de salão, tênis e basquete. No salão nobre eram realizados shows, bailes, carnaval, festa junina, entre outros.

Galitos ingressa no DA

Na quinta-feira, do dia 17 de janeiro de 1952, o Conselho de Representantes do Departamento Autônomo (DA), ligado a Federação Metropolitana de Futebol (FMF), concedeu filiação ao clube rubro-verde.

Jornal dos Sports (1953) – Uma das formações da equipe Infantil do F.C. Galitos

Na base o Galitos enfrentou os grandes clubes do carioca

Em 1953 a 59, o Galitos disputou o Campeonato Infantil e Infanto-Juvenil do DA (Departamento Autônomo), que contavam com os clubes da 1ª Divisão do Campeonato Carioca, como Flamengo, Fluminense, Vasco, Botafogo, Bangu, America, entre outros.  

Modelo do escudo e uniforme das décadas de 50 e 60

Três vezes no Maracanã

O Galitos jogou em três oportunidades no estádio Mario Filho, o ‘Maracanã. A 1ª foi na tarde de sábado, do dia 09 de fevereiro de 1952, na preliminar de Botafogo 2 a 0, no Fluminense, válidopela 2ª rodada do Torneio Rio São Paulo. O Galitos venceu o Canadá por 2 a 1. A segunda vez, aconteceu na tarde de sábado, do dia 30 de maio de 1952, na preliminar de Botafogo 1 a 0 no Bangu, pelo Torneio Rio São Paulo. O Galitos dessa vez acabou caindo diante do Macaé Futebol Clube pelo placar de 5 a 3.

O terceiro jogo, foi na tarde de sábado, do dia 31 de abril de 1955, válido pelo Torneio Roberto Gomes Pedrosa, na vitória do America em cima do Fluminense por 1 a 0. O Galitos acabou derrotado pelo Esporte Clube Nacional por 2 a 1.

Amistoso Nacional

Na tarde de domingo, do dia 05 de junho de 1955, no campo do São Cristóvão, aconteceu a peleja interestadual entre os quadros do Galitos, e o Jardim Oriental, de São Paulo.

A partida foi bem disputada, notadamente no primeiro tempo, quando o prélio transcorreu equilibrado com ataques alternados. Nesta fase, os Galitenses marcaram o seu primeiro tento, por intermédio de Nico e terminando-o com a vantagem de 1 x 0 para o Galitos.

No segundo tempo, o Galitos dominou inteiramente a peleja marcando três gols, por intermédio de Nico, Mauricio e Valerio, vencendo assim o match por 4 x 0. A partida teve arbitragem do sr. Wilson de Souza, com ótima atuação.

As partidas preliminares foram as seguintes:

Galitos 4 x 1 São Cristóvão (Infantil);

Boca Negra 3 x 1Guarani;

11 Unidos do Brasil 2 x 4 São Jorge.

Os quadros foram os seguintes:

GALITOS: José; Nei e Valerio; Reliston, Geraldo e Esteves; Hélio, Marino, Silvio, Nico e Mineiro (Mauricio).

JARDIM ORIENTAL: Alexandre; Geraldo e José; Palucio, Amaral e Chafi; Wirzo, Giusi, Roberto, Almir e Evangelista.

Número de sócios

Tribuna da Imprensa (RJ) – 07-04-1958 – Time Infanto-Juvenil do F.C. Galitos

Em 1968, era uma das tradições entre os clubes cariocas, com diversos jogadores que migraram para os principais quadros da cidade. O Galitos contava com cerca de 1.700 associados, um número excelente para a época. Desse número, 1.430 eram contribuintes com mensalidade no valor de NCr$ 1,00 (um cruzeiro novo) e 213 proprietários. Uma curiosidade é que a 1ª pessoa a se associar ao clube foi Adilson Teixeira dos Santos.

Na década de 60, o Galitos participou do Campeonato Carioca de Veteranos do DA, mas sem destaque. Em 1968, o Galitos contava com 65 jogadores registrados para a disputa de diversas modalidades esportiva do DA (Departamento Autônomo). Na parte do futebol destacam-se: Juan, Valmir, Alvino, Nelson, Hélio, Ivo, Arlindo, Nei, Jorge Penteado, Gilnei, Laércio, Gilberto, Anver, Mário e Vanderlei.

Diretoria de 1968

Presidente – Dr. Antônio Carlos Gamaro;

Vice-presidente – Edgard da Rocha Leite;

Secretário – Beneval Teles Silões;

Tesoureiro – Gilberto Vieira Dantas;

Diretor social – Anver Bilate Filho;

Diretor de Esportes – Dr. Francisco Xavier Bastos do Amaral;

Diretor de Patrimônio – Artur Pinto Correia;

Diretor Procurador – Jorge Fernandes Penteado;

Diretor de Publicidade – Laércio Pinheiro Moutinho.

Algumas formações:

Time base de 1940 (1º Quadros); Idalino; Augusto e Homero; Carlinhos, Tião e Gradinho; Boléu, Zeferino, Orestes, Walter e Fernando. Técnico: Idalino.

Time base de 1941 (1º Quadros); Idalino (Amarelinho); Reis (Fausto) e Bimba; Medeiros (Homero), Balthazar e Roldão (Aranha); Hélio (Zú), Norival (Biló), Gamboa (Fernando), Walter (Lora) e Zeferino (Ary ou Dinamite). Técnico: Idalino.

Time base de 1942 (1º Quadros): Betinho (Camisolão ou Walter II); Nonô (Herminio) e Ary (Homero ou Maravilha); Antero (Remendo ou Natalino), Roldão (Reis) e Mario (Norival ou Jayme); Luiz (Gamboa), Lippi (Odarilo ou Bily), Walter (Laurito ou Hélio), Patola (Neco ou Oldemar) e Mello (Fernando). Técnico: Nonô.

Time base de 1943 (1º Quadros): Betinho; Nonô e Maravilha; Cornélio (Elmo), Roldão (Lenine) e Ary (Neco); Walter (Odarilo), Octacílio (Darcy), Lippi (Mario), Patola e Othon. Técnico: Nonô, depois Orlando Cardozo Mendes.

Time base de 1946 (1º Quadros): Raul (Betinho); Jerdal (Elmo ou Nonô) e Pingunça (João ou Maravilha); Ivan (Silvio), Cocada e Dario (Neco); Binha (Hélio Maia), Bidon (Hildebrando), Sapateiro (Pelado), Bando (Kafungá) e Chaves.

Time base de 1947 (1º Quadros): Raul (Betinho); Galego (Maravilha) e Elmo; Ivan (Silvio), Fausto (Pirá) e Cocada (Biorol); Ivan (Pelado), Valdir (Hélio), Bando (Valdemar), Bidon (Hildebrando) e Binha (Jervel ou Chaves).

Time base de 1948 (2º Quadros): Raul (Rola ou Camisolão); Manduca e Bolinha (João); Bamba (Curuba), Boneval (Elcio) e Silvio (Miranda); Luiz (Pé de Mico), Walter (Cidinho), Biguá (Zeferino), Neném (Luiz Miro), Osvaldo (Waltinho), Cidinho e Doca (Zezeca).

Time base de 1948 (1º Quadros): Raul; Galego e Agair (Aroldo); Avilson, Cocada (Finfim) e Binha (Valtinho); Hélio Maia, Legel (Bando), Bidon, Choriço (Deão), Chaves e Castro.

Time base de 1949 (1º Quadros): Camisolão; Galego e Manduca (Finfim); Biguá (Valtinho), Cocada (China) e Binha (Silvio); Hélio Maia, Bando (Legel), Sapateiro, Luiz (Ferreira) e Castro (Vênus).

Time base de 1950 (1º Quadros): Raul (Macarrão); Tião e Finfim (Raimundo); Armando (Cocada), Ivan (Ferreira) e Darcy (Osvaldo); Pé de Mico (Haroldo), Neném (Avilson), Bidon (Lili), Sapateiro (Raimundo) e Elmo (Bimba).

Time base de 1951: Valter (Cifra); Galego (Bolinha) e Miro (Mario); Pé de Mico (Beneval), Sacico (Dode) e Geraldo (Libório); Nado, Neném, Sapateiro (Enéas), Leônidas (Moa) e Miro (Esquerdinha).  

Time base de 1952: Tripa (Raul ou Vadinho); Arthur (Bá) e Quirino (Jorge); Tião (Pé de Mico), Russo e Sapateiro (Biró); Hélio (Enéas), Bidon (Neném), Bolinha (Pery), Ditinho (Careca) e Esquerdinha

Time base de 1953: Celso; Tião e Preto; Hélio, Moacir e Edson; Hélio II, Maia, Simões, Enéas e Mico II

Time base de 1954: José; Ney e Valério; Pé de Mico, Lili e Dodô; Hélio, Carlinhos, Décio, Mariano e Periquito

Time base de 1955: José; Nei e Valério; Reliston, Geraldo e Esteves; Hélio, Marino, Silvio, Nico e Mineiro (Maurício).

Time base de 1956: Zé Américo (Reis); Ney e Tião; Hilton (Relston), Lauri (Vadico) e Valério (Neumar ou Xacoco); Pé de Mico (Chiquinho), Ronaldo (Mauro ou Darci), Carlinhos (Boca ou Haroldo), Valdir (Zezinho ou Ivan) e Jorge (Maurício ou Sabará)

ARTE: desenho do escudo e uniforme – Sérgio Mello

FOTOS: O Globo Sportivo (RJ) – Gazeta de Notícias (RJ) – Tribuna de Imprensa (RJ)

FONTES: A Luta Democrática (RJ) –A Noite (RJ) – Correio da Manhã (RJ) – Diário Carioca (RJ) – Diário da Noite (RJ) – Gazeta de Notícias (RJ) – Jornal dos Sports (RJ) – O Globo Sportivo (RJ) – O Radical (RJ) – Tribuna de Imprensa (RJ)

Fotos raras dos anos 40/50: Lavoura Futebol Clube – Arapongas (PR)

Por Sérgio Mello

Lavoura Futebol Clube foi uma agremiação do município de Arapongas (PR). Localizado a 380 km da capital (Curitiba) do estado do Paraná, o município possui uma população de cerca de 125 mil habitantes. 

Rubro-negro Araponguense foi Fundado nos anos 40, e o seu maior feito foi ter disputado o Campeonato Paranaense da Segunda Divisão de 1951, organizado pela FPF (Federação Paranaense de Futebol).

Lavoura chegou para disputar a competição pelo feito do vice-campeão do Campeonato Citadino de Arapongas e o título do Torneio Dr. Idelfonso Marques, ambos em 1951.

O presidente do clube, Carlos Gonçalves acertou a contratação do técnico do Arturzinho (ex-técnico do Clube Atlético Ferroviário, de Curitiba). O elenco recebeu um investimento pesado com as contratações do ex-colorado Rosinha e Tide (ex-Ferroviário).

O meia direita Odilon, bem como o ponta-esquerda Edgard vieram da Associação Esportiva Jacarezinho, onde tiveram um bom destaque. Na meia esquerda tinha o talentoso Miltinho. O médio esquerdo Dema, que brilhou por muito tempo no futebol paulista.      

O destaque era o centroavante paraguaio Acosta, que veio do River Plate, de Assunção. O jogador chegou a ser cobiçado pelo Boca Juniors (ARG). O médico do clube era o paraguaio Dr. Ayala.

FOTO: Acervo de Reinaldo José Esper

Com a comissão técnica e elenco montados, o time estava pronto para disputar o Campeonato Paranaense da 2ª Divisão de Profissionais da Zona Norte de 1951. A competição, que transcorreu em turno único, contou a com a participação de oito clubes:

Associação Atlética Cambaraense (Cambará);

Associação Esportiva e Recreativa Jandaiense (Jandaia do Sul);

Bela Vista Futebol Clube (Bela Vista do Paraíso);

Esporte Clube Recreativo Operário (Londrina);

Guarany Futebol Clube (Cambé);

Lavoura Futebol Clube (Arapongas);

Nacional Atlético Clube (Rolândia);

São Paulo Futebol Clube (Londrina).

No final, o Lavoura terminou na 3ª colocação, com 8 pontos em sete jogos: foram quatro vitórias e três derrotas; marcando 21 gols, sofrendo 12 e um saldo de nove tentos.

O campeão foi o Nacional de Rolândia, que somou 11 pontos, enquanto o Cambaraense foi o vice-campeão com 10 pontos. A campanha do Lavoura de Arapongas foi a seguinte:

28 de outubroLavoura6X3Jandaiense
04 de novembroBela Vista2X1Lavoura
11 de novembroLavoura1X0Cambaraense
18 de novembroSão Paulo3X7Lavoura
25 de novembroOperário (L)3X2Lavoura
02 de dezembroLavoura1X0Nacional *
09 de dezembroGuarany (C)1X3Lavoura

* Nacional conquistou os pontos

EM PÉ (Esquerda para a direita): Galmachi, Ayala, Limão, Job, Odilon, Russo, Miltinho e Godofredo;
AGACHADOS (Esquerda para a direita): Tostoy, Artista (Adolfo Shimika), Leônidas, Valente, Tide e Luiz Borracha.

Lavoura enfrentou o poderoso Água Verde

A boa campanha rendeu convites para jogos de ‘peso’, como o que aconteceu no domingo, do dia 27 de janeiro de 1952, quando o Lauvora Futebol Clube foi até Curitiba enfrentar o forte Esporte Clube Água Verde. No final, o time de Arapongas acabou derrotado pelo placar de 4 a 2, no Estádio Joaquim Americo, em Curitiba/PR.

O Diário da Tarde (PR), assim fez a seguinte crônica do jogo:

– Não houve afinal de contas nada de novo na exibição do Lavoura. E para usarmos mesmo de uma franqueza, talvez rude, é forçoso reconhecer, ele nos pareceu um team medíocre e nada mais que isso. Individualmente vivendo dos esforços isolados de quatro ou cinco elementos, os mais categorizados do onze Valente. Donezzo, Rosinha e Acosta.

E só isso, repetimos. Nem um milímetro mais. Lamentável e decepcionante. Tide, de quem se dizia maravilhas, não rendeu nada além daquilo que se sabia como possibilidades normais. Elemento bisonho e sem maiores recursos, e em cujo setor tanto Belmonte como Cezar Frizzio passearam a inteiro gosto.

E disso um prélio fraco e despido de maior interesse em que o Água Verde dominou a seu bel prazer, “bateando” em muitos instantes sem sombras de resistência maior ou melhor definida. Aliás, o alviceleste reapareceu esplendidamente. Principalmente porque não se surpreendeu ao primeiro embalo do adversário, deixando, antes, passar o seu “fogo” para depois dominá-lo segura e suficientemente, e em razão do que marcou a vantagem nítida de 4 a 2.

SELOU, CARIMBOU E SACRAMENTOU…

E em consequência: O Água Verde selou, carimbou e sacramentou uma ascendência técnica a que não tem limites e nem paralelos. Não foi por nada que triunfou lá mesmo em Arapongas por 5 a 3. O seu quadro é evidentemente muito melhor e o seu padrão de jogo mais efetivo, mais consistente e mais articulado.

Também individualmente os seus jogadores são muito melhores, o que de resto dispensa maiores comentários. A esperada revanche, portanto, deixou de existir. E decisivamente o Água Verde cristalizou a sua vantagem e o potencial maior do seu conjunto.

PEQUENO O PÚBLICO CONSPIROU O TEMPO

E para um jogo assim fraco também foi o público Assistência pequena e disso renda mínima de Cr$ 12.909,00. Muito pouca e que veio estabelecer um prejuízo para o alviceleste, que terá de arcar com um total de pelo menos 15 mil cruzeiros.

Diga-se não obstante, à guisa de referência, apenas, que o mau tempo conspirou. Ameaçando chuva desde cedo, afastou da cancha, inegavelmente, grande parte da torcida.

OS TENTOS DO ENCONTRO

A contagem foi aberta aos 16 minutos de jogo, posteriormente a um pelotaço de Odilon no travessão superior. Houve na recarga uma falta na entrada da área, cobrando-a Rosinha precisão absoluta para assim marcar o tento que viria a ser o único dos seus.

O empate do Água Verde nasceu aos 26 minutos, assinalando Cezar Frizzio, de cabeça ao escorar um centro de Tibica, na cobrança de uma falta. Tento característico do atacante alviceleste. O desempate nasceu ainda por intermédio de Cezar, aos 36, culminando o mesmo Cezar no rebate de Mario, numa disputa com Belmonte, 3 a 1. E finalmente aos 41 minutos, aproveitando-se Belmonte de uma “furada” espetacular Tide.

Na etapa complementar, Paulinho ampliou para 4 a 1, aos 8 minutos e Miltinho diminuiu aos 26, cobrando uma penalidade máxima concedida por Barbosinha.

FIGURAS DESTACADAS DO JOGO

Individualmente, Rubio, Barbosinha, Belmonte e Cezar Frizzio foram os melhores do Água Verde. No lado do Lavoura os mais esforçados foram Valente e Donezzo. Os outros entre regulares, fracos e muito fracos.

OUTROS DETALHES DO ENCONTRO

Na preliminar entre os quadros do Operário do Ahú e do Madureira, o primeiro venceu pelo alto escore de 4 a 1. Vantagem nítida do melhor quadro em campo.

A arbitragem esteve a cargo do sr. Benedito Souza Lima, da Segunda Divisão Extra de Profissionais. Conduta regular, prejudicada por lances em que beneficiou os infratores.

Os quadros que atuaram com os seguintes atletas:

LAVOURA: Mario; Tide (Louro) e Leonidas (Tide); Ayala, Valente e Dema; Rosinha, Odilon (Edgard), Acosta, Miltinho e Donezzo. Técnico: Arturzinho.

ÁGUA VERDE: Vadico;Rubio e Nhoca; Tibica (Mario), Ítalo (Salim) e Barbosinha; Didico, Mario (Pó), Belmonte, Cezar e Paulinho (Valdomiro). Técnico: Mario Rosseto.

A Federação Paranaense de Futebol (FPF) concedeu filiação em caráter extraordinário o Lavoura, na segunda-feira, do dia 20 de setembro de 1954.

Time base de 1949: Turco; Adair e Carioca; Ditinho, Baianinho e Bauru; Milton, Isac, Atacilio, Antoninho e Vadico.

ARTE: desenho dos escudos e uniformes – Sérgio Mello

FOTOS: Página no Facebook “Acervo Futebol Paranaense de Profissionais” – Acervo de Reinaldo José Esper

FONTES: Rsssf Brasil –Diário da Tarde (PR) – A Tarde (PR) – Paraná-Norte (PR)

Foto rara de 1958: Estrela Futebol Clube – Miguel Pereira (RJ)

Por Sérgio Mello

Modelo de 1958

Estrela Futebol Clube é uma agremiação da cidade de Miguel Pereira, situada na região Centro-Sul Fluminense (Vale do Café), a cerca de 120 km da capital do estado do Rio de Janeiro. Localizada na Serra do Tinguá, com uma população de 25.582 habitantes (segundo o Censo do IBGE/2020), a aproximadamente 618 metros acima do nível do mar, a cidade é conhecida por seu clima ameno e como estância climática.

Guarda a lembrança e o privilégio de ter sido o 1º clube de futebol da vila, justamente durante os anos em que ela perdia a denominação de município de Estiva para se transformar em Professor Miguel Pereira (atual: município de Miguel Pereira).

Foi Fundado na terça-feira, do dia 04 de setembro de 1928, o Estiva Atlético Clube, homenagem ao antigo nome da cidade, graças à união de uma humilde, porém significativa parcela da população da vila, na qual destacavam-se comerciantes, ferroviários e criadores de gado, o clube.

Então sem sede, estatutos e sem dinheiro, representado unicamente por vinte e poucos jogadores de futebol que desejavam medir forças com o Portela Atlético Clube – conseguiu motivar e arregimentar para os seus quadros alguns dos mais expressivos nomes da localidade na época, como: Bonifácio de Macedo Portella, Aurélio Barile, Geraldino Caetano da Fraga (Dino), Nagib Ahouage, Rigoletto Cristofaro e Manoel “Manduca” Bernardes Sobrinho, todos muito preocupados com a ausência daquele esporte no lugar e, certamente, roídos por uma justificável inveja ao ver a ascensão do Portela Atlético Clube na região.

Durante dois anos (1930), reinou no recém-batizado município de Miguel Pereira uma forte unanimidade em torno do Estiva Atlético Clube (na década de 30, os jornais cariocas denominavam como: Estiva Football Club), até porque seus próceres assim deviam agir em contraposição direta ao prestígio portelense.

Assim, naquele ano, os mais influentes conselheiros do Estiva Atlético Clube indicaram para o ambicionado cargo a senhorita Conceição Setúbal Ritter, irmã do Dr. Oscar Setúbal Ritter, médico que frequentava Miguel Pereira com assiduidade e que também exercia um cargo na direção daquela agremiação.

Modelo atual

Escolha do nome da Madrinha gerou um ‘racha

Em 1930, porém, uma incontornável divergência, envolvendo a escolha da madrinha do clube, dividiu seus dirigentes. A situação mostrou-se muito delicada, visto que o cargo de madrinha possuía uma dimensão social extraordinária naqueles tempos de pioneirismo, sendo bastante ambicionado pelas senhoritas da localidade, até porque havia entre os desportistas um acordo tácito de anualmente renová-lo, dando assim oportunidade para que outras jovens da vila ocupassem um posto tão prestigioso.

Esse choque de interesses provocou um desacordo irremediável nas hostes do Estiva Atlético Clube, mesmo porque os demais dirigentes eram tão teimosos quanto o próprio Manduca.

Fachada da Sede com o escudo do Estrela F.C.

Tal ‘racha’ fez nascer o Miguel Pereira Atlético Clube

Tal escolha causou um profundo desagrado à numerosa família Bernardes, comandada por Manoel Francisco Bernardes Sobrinho, o Manduca, que já demonstrara o desejo de ver sua filha, Maria Ramos Bernardes, a Mariquita, ocupando solenemente aquela função social na cidade. Além do mais, a primeira indicação fora feita à revelia dos Bernardes, e Manduca, seu respeitado patriarca, jamais aceitaria uma imposição de tal natureza.

O conflito durou alguns dias e os dois lados não abriam mão de suas intransigentes posturas pessoais. Assim, quando o nome de Conceição Setúbal Ritter foi plenamente referendado em Assembleia Geral do Estiva, os Bernardes rebelaram-se em definitivo.

A primeira providência de Manduca foi reunir em sua residência os homens que o haviam apoiado em sua decisão de se desligar do Estiva Atlético Clube e alguns outros convidados especiais, cujo prestígio na vila pudesse manter viva a sua ideia. Lá compareceram Calmério Rodrigues Ferreira, o Juju, e seus irmãos Adalvet (Vevete) e Alzino Tintas, Felipe Carvalho, Dr. João Alberto Masô, Antônio Ferreira Real, Domingos Leitão, Francisco Peralta, Daniel Bernardes e dezenas de outros solidários amigos. Após a reunião foi decidido fundar o Miguel Pereira Atlético Clube no sábado, do dia 26 de abril de 1930.

Estrela F. Club inaugura o seu campo em 1930

No domingo, do dia 14 de dezembro de 1930, aconteceu a inauguração do campo do Estiva F. Club. O Correio da Manhã assim escreveu o evento: “Às 8 horas foi recebida na estação pela directoria, seus associados e famílias da localidade, a embaixada do Humayta Football Club, do Rio de Janeiro.

Há 1 hora o dr. Soares Filho, em nome da directoria, em discurso, fez entrega da fita a senhorita Conceição Bernardes Pinheiro, madrinha do club, que num improviso, agradeceu.

Às 2 horas realizou-se o encontro dos segundos teams do Humayta F. C., e Estiva F. C., com o resultado de 2 x 1 a favor do club visitante.

Às 8 1/2, teve início o encontro dos primeiros teams dos clubs acima, que depois de uma peleja deslumbrante, terminou por um empate de 3 x 8.

Às 5 horas foi servido uma mesa de doces ao club visitante e demais jogadores e aos convidados, falando nessa occasião o dr. Araujo Lima, que em nome da directoria, agradeceu aos convidados”.

Estiva enfrentou o Combinado Haddock Lobo Football Club

No domingo, do dia 26 de novembro de 1933, o Estiva Football Club enfrentou o Combinado Haddock Lobo Football Club. O Jornal do Commercio assim descreveu o encontro: “Afim de enfrentar, Estiva F. Club, de Miguel Pereira, partirá, para aquella localidade o Combinado Haddock Lobo Football Club.

Chefiando a embaixada seguirá o Sr. Djalma de Souza e a convite do Haddock Lobo, seguirá a embaixada do Esporte Club Guanabara. O Combinado Haddock Lobo vae conceder revanche ao Estiva, pois que já o venceu por 5 x 0.

A visita do Combinado Haddock Lobo a Miguel Pereira, coincide com o anniversario do Estiva, que tem a sua frente as esforçadas figuras dos Srs. Aurelio Barille, Bonifacio Portella e Najibe”.

Sai  ‘Estiva’ e entra ‘Estrela’

O Estiva Atlético Clube acabou alterando a sua nomenclatura para Estrela Futebol Clube, na quinta-feira, do dia 04 de abril de 1946, mantendo até os dias atuais. A sua Sede social fica localizado na Rua Francisco Alves, nº 60, no Centro de Miguel Pereira/RJ.

Time com a seguinte escalação: Manoel; Jair e Manoelito; Pedrinho, Paulo e Luiz; Jaime, Cabeção, J. Pretinho. Morici e Mário.

Estrela F.C. vence o Café Palheta F.C.

No domingo, do dia 09 de fevereiro de 1958, vibraram os torcedores simpatizantes do futebol amadorista da bela localidade de Miguel Pereira, na tarde de domingo último, com a realização do encontro entre as equipes do Estrela Futebol Clube, e a do Café Palheta Futebol Clube, do Rio.

A referida peleja agradou plenamente, a todos que compareceram ao campo dado o bom futebol posto em prática pelas duas equipes, notadamente a do Café Palheta Futebol Clube, que mesmo a despeito de ser derrotado realizou uma boa exibição, só não conseguindo um melhor resultado pela falta de pontaria dos seus dianteiros, sem que com isto se diminua o feito do conjunto local, que teve sua vitória valorizada pela atuação do adversário.

Tecnicamente as duas equipes se igualaram, entretanto quis o destino que o triunfo pendesse para o esquadrão do Estrela Futebol Clube pelo apertado escore de 3 a 2.

Grande acolhida

A delegação do Café Palheta Futebol Clube teve em Miguel Pereira uma grande acolhida, não só pela diretoria clube local como também pelos moradores locais. A caravana que acompanhou a equipe carioca foi uma das maiores já organizada pela simpática agremiação, cuja viagem foi feita pela Central do Brasil.

As duas equipes formaram com a seguintes constituições:

Estrela: Manoel; Jair e Manoelito; Pedrinho, Paulo e Luiz; Jaime, Cabeção, J. Pretinho. Morici e Mário.

Café Palheta: Aldo; Jorge e Escova; Adair, Fernandes e Walmir; Valadão, Wilson, Décio, Hélio e Hélcio.

Antecipando o encontro principal estiveram em ação as equipes de aspirantes das mesmas agremiações, encontro este que terminou com o justo empate de 2 a 2.

Sede social: Rua Francisco Alves, nº 60, no Centro de Miguel Pereira/RJ.

Outros

O Estrela ganhou o status de Utilidade Pública, no dia 13 de abril de 1962, sob o nº 19, às folhas 10/11 do Livro B.B., pela Câmara Municipal de Miguel Pereira, deliberada nº 217, no dia 30 de março de 1962, pelo então prefeito José Antônio da Silva.

Atualmente, o clube se concentra apenas no entretenimento na sua sede social, com eventos como bailes de carnaval, festas e shows. O esporte está momentaneamente sem atividades.   

ARTE: desenho dos escudos e uniformes – Sérgio Mello

FOTOS: Correio da Manhã (RJ) – Google Maps 

FONTESJornal Regional Rio – professor e historiador Sebastião Deister – Câmara Municipal de Miguel Pereira – Facebook do Estrela Futebol Clube – Jornal do Commercio (RJ) – Correio da Manhã (RJ) – Jornal dos Sports (RJ)  

Central Atlético Clube – Miguel Pereira (RJ): Fundado em 1955

O Central Atlético Clube foi uma agremiação da cidade de Miguel Pereira, situada na região Centro-Sul Fluminense (Vale do Café), a cerca de 120 km da capital do estado do Rio de Janeiro. Localizada na Serra do Tinguá, com uma população de 25.582 habitantes (segundo o Censo do IBGE/2020), a aproximadamente 618 metros acima do nível do mar, a cidade é conhecida por seu clima ameno e como estância climática.

O “Tricolor Miguelense” foi Fundado no sábado, do dia 22 de outubro de 1955, tendo a sua Sede social situado na Rua General Ferreira do Amaral, nº 46, no Centro de Miguel Pereira/RJ.

Breve história

Com o inesperado desaparecimento do futebol do Miguel Pereira Atlético Clube, a cidade passou a contar tão-somente com o Estrela Futebol Clube, sendo que no 2º Distrito o Portela Atlético Clube prosseguia em sua vitoriosa trajetória. Corria o ano de 1954, e Miguel Pereira e Portela viviam a efervescência dos movimentos populares voltados para sua emancipação político-administrativa.

João Deister – que ainda jovem colaborara na construção do campo do Miguel Pereira AC em 1930 – sentiu-se órfão com o eclipse do seu clube, e instigado por amigos e pelos filhos que tanto gostavam de futebol, resolveu reunir em torno de si uma plêiade de companheiros ferroviários no intuito de fundar uma nova agremiação na cidade, cujas hostes pudessem abrigar os jogadores que não obtinham vagas no Estrela FC ou no Portela AC e que, por essa razão, no podiam praticar seu esporte favorito.

De imediato, ele atraiu para sua causa o Dr. Geraldo Soares Berford, engenheiro residente na estação de Miguel Pereira, cujo prestígio junto à direção da Estrada de Ferro lhe possibilitou conseguir uma grande área para a construção do campo de futebol do futuro clube.

Praticamente todos os ferroviários de Miguel Pereira aderiram à ideia, e dessa maneira nasceu, no dia 22 de outubro de 1955 – exatamente três dias antes da emancipação do Município – o Central Atlético Clube, designação que homenageava a ferrovia onde João “Alemão” trabalhava havia anos.

Já na primeira reunião foram aprovados os estatutos do Clube, previamente redigidos pelo fundador, e aceita a sugestão de cores para o uniforme dos times: grená, verde e amarelo.

Primeira Diretoria

A 1ª Diretoria do clube ficou assim formada:

Presidente – Maurício de Araújo Santos

Vice-presidente – Antônio Lopes de Vasconcelos

Tesoureiro – Francisco Maurício Rezende

Secretário – Luiz Ramos da Costa

Patrono – Dr. Geraldo Soares Berford.

Na foto (ano: 1973) Sebastião Deister como goleiro, a prefeita Aristolina Queiroz de Almeida e o empresário Fructuoso da Fonseca Fernandes que ainda seria prefeito da cidade de Miguel Pereira.

Demais fundadores 

Além desses nomes, outros importantes personagens participaram diretamente da fundação do Central AC, como Manoel Ferraz de Araújo, Oswaldo Lioi, Getúlio de Carvalho, José Baldez Alves de Macedo, Ernesto Vilela da Almeida, Antônio de Araújo Leitão, Mário de Figueiredo Bacelar, Walter Vieira Barbosa, José Basileu Ribeiro, Carmosino de Oliveira, Hugo Deister e Manuel de Nonno.

Desde sua criação, o Central AC passou a ocupar a vaga deixada pelo Miguel Pereira AC, inclusive na rivalidade com o Estrela e com o Portela, mas hoje restam do clube apenas as dependências do seu campo praticamente abandonado e uma grande saudade de seus gloriosos tempos, quando as arquibancadas do Estádio Dalvet recebiam centenas e centenas de entusiasmados torcedores. Os refletores do estádio foram inaugurados na quarta-feira, do dia 16 de julho de 1969.

Da esquerda para a direita: João Deister (presidente do Central AC); Carmosino de Oliveira; Dr. Muniz e ex-prefeito Nelzinho

Defenderam o Central atletas de grande prestígio na Serra, como: Mário Bacelar, Hugo, Humberto, Agostinho, Marcos, Ricardo e Tião Deister, Édson “Piau”, Chiquinho Luchesi, Agenir Rezende, Danilo Ferreira Gomes, Totonho, Alédio, Moacir, Walter, Siridó, Jorge Antônio, José Carlos, Fuzil, Paulo Lisboa, Luiz Ney, Jorge Cleber, Cacacho, Eduardo, Carlinhos Moreira, “Tampinha”, Getúlio, Adilson, Santaninha, Jorginho Alexandre, Enéas, Biluca, Paquinha, Clésio, Júlio Carlos, Armando e Aloísio Moreira, Valcir, Juquinha Fraga, Geraldo “Tôco”, “Bolão” e dezenas de outros cuja lembrança não pode jamais ser apagada dos anais de nossa rica História.

ARTE: desenho do escudo e uniforme – Sérgio Mello

FONTE E FOTOS: Jornal Regional Rio – professor e historiador Sebastião Deister

Foto rara de 1979: Seleção Brasileira de Juniores

Comandos pelo técnico Mário Travaglini, a Seleção Brasileira se preparava para a disputa do Sul-Americano de juniores de 1979. No final, o Brasil terminou na 4ª colocação do Quadrangular Final, assegurando o seu lugar nos Jogos Pan-Americanos, porém ficou de fora do Mundial de 1979.

Na foto (acima) a descrição dos atletas e membros da comissão técnica:

EM PÉ (esquerda para a direita): Mário Travaglini (treinador), Antonio Melo (preparador físico), Paulinho (auxiliar técnico), André, Robertinho, Marola, Márcio Rosini, Paulo César Borges, Paulo César, Solitinho, Paulo Borges, Luís Cláudio, Raul Carlesso (preparador físico), Guiseppe Taranto (médico) e José Dias (supervisor);

AJOELHADOS (esquerda para a direita): Deinha, Leandro, Loti, Jorginho, Everton, Anchieta e Chico de Assis;

SENTADOS (esquerda para a direita):Gersinho, João Maria, Vagner Basílio, Claudinho, Rudnei e César Pappiani.

FONTE & FOTO: Página no Facebook “Pachecão”

Copa América de 1983 – Brasil empata com Argentina e elimina ‘Los Hermanos’

Por Sérgio Mello

EM PÉ (esquerda para a direita): Leandro, Emerson Leão, Márcio Rossini, Mozer, Andrade, Júnior e Admildo Chirol (preparador físico); AGACHADOS (esquerda para a direita): Nocaute Jack (massagista), Renato Gaúcho, Sócrates , Roberto Dinamite, Jorginho, Éder Aleixo e Ximbica (roupeiro).

Na segunda-feira, às 16h30min., do dia 12 de setembro de 1983, o treinador Carlos Alberto Parreira realizou o segundo treino da seleção brasileira para o clássico diante da Argentina. O meia Jorginho, do Palmeiras/SP, foi a novidade, uma vez que Tita estava preocupado com a gravidez de sua esposa e por isso nem treinou.

A arbitragem teve uma curiosidade: um sorteio meia-hora antes da partida definiu o chileno Mário Lira. Os demais também os compatriotas Gaston Castro e Hernan Silva.

Empate dava classificação a Seleção Canarinho

Ao Brasil bastava o empate; enquanto para ‘Los Hermanos’, só a vitória interessava. No primeiro jogo, em Buenos Aires, os argentinos quebraram um tabu de 13 anos sem vitória e ganharam por 1 a 0, gol do centroavante Gareca.

Brasil x Argentina, que marcava o reencontro da seleção com o torcedor carioca – o último jogo no Rio foi em abril, contra o Chile terá a renda líquida integralmente doada à campanha de ajuda aos flagelados da seca no Nordeste. E pela importância do jogo e pelo apelo filantrópico que está sendo feito, a CBF acredita em uma arrecadação em torno de Cr$ 200 milhões.

Brasil e Argentina são, no momento, duas equipes em renovação de nomes e de filosofia. A CBF, depois da perda da Copa da Espanha contratou Carlos Alberto Parreira para a vaga de Telê Santana. Já a AFA (Associação de Futebol Argentina) – destituiu César Luís Menotti e em seu lugar colocou Carlos Billardo.

A classificação nesta Copa América, devido a esta circunstância, tem uma importância fundamental para o prosseguimento do trabalho dos dois treinadores.

Ambos raciocinam da mesma maneira: o Brasil ganhar da Argentina ou vice-versa comprovará a correção do planejamento de preparação e, além disso, reforçará as duas equipes no aspecto psicológico.

Mas para obter a classificação, Brasil e Argentina vão trilhar caminhos diferentes. Parreira, embora precise apenas de um empate, promete armar seu time de forma ofensiva, “mas com algumas cautelas“, enquanto Billardo deve esquematizar a Argentina para jogar em função dos contra-ataques.

Entretanto, os próprios argentinos reconhecem o favoritismo brasileiro para este jogo. E têm motivos de sobra para isso. Primeiro, porque a torcida terá participação decisiva. Segundo porque Parreira terá de volta na equipe o principal jogador do Brasil na atualidade: Sócrates. O atacante corintiano estreará nesta Copa América, e sua escalação provocou comentários entusiasmados dos companheiros.

O treinador brasileiro, ao contrário da partida contra o Equador, optou, desta vez, pelo aproveitamento de um cabeça-de-área e escalou Andrade, compondo o resto do meio-campo com Jorginho e Sócrates.

O ponteiro Renato Gaúcho, no início da semana, resumiu o ponto de vista do grupo em relação a Sócrates: “Com ele, o Brasil ganha em experiência e criatividade”.

Da mesma forma pensa Parreira, para quem a presença de um jogador das qualidades de Sócrates será ponto de desequilíbrio num jogo “em que o adversário deverá jogar na retranca e encurtando os espaços“.

Foto: Custodio Coimbra Roberto Dinamite lutou muito, mas sem sucesso

Brasil empata, se classifica, mas não convence

A crônica do Jornal dos Sports assim descreveu a partida: “Mesmo sem realizar uma boa faltou criatividade no meio-campo – o Brasil empatou com a Argentina em 0 a 0, ontem, no Maracanã, garantindo sua classificação para a próxima fase da Copa América, como vencedor do Grupo 2. Agora, a Seleção Brasileira enfrentará o Paraguai, campeão da última competição, em 79, tentando decidir o torneio com o vencedor da disputa entre os primeiros colocados dos grupos l e III.

Éder tentou passar por Olarticoechea, mas sem sucesso

1º TEMPO

O Brasil iniciou jogo tendo Sócrates e Jorginho do mesmo lado do campo, facilitando, assim o sentido de marcação da Argentina, por sinal, rigorosa. Por isso, não foi difícil ao adversário bloquear quase todas as oportunidades da Seleção Brasileira, que não foram tantas na fase inicial.

E, com cerrada marcação, a Argentina evitou que sua defesa corresse perigo e pode sair em rápidos contra-ataques, principalmente pela direita. Mas a primeira chance de gol surgiu pela esquerda, aos 7 minutos, quando Leandro falhou, permitindo que Gareca penetrasse às costas de Mozer.

Junior fez a cobertura e salvou a situação de perigo. O Brasil procurou utilizar a saída rápida da defesa para o ataque e tentou fazer a linha do impedimento, mas essa tática não funcionou bem.

O primeiro grande lance dos brasileiros ocorreu aos 18 minutos, quando Roberto recebeu, matou no peito e chutou de voleio, aparecendo Fillol para desviar para corner. Mas o Brasil encontrou dificuldades para criar, pela marcação argentina. Brown colou em Roberto; Olarticoechea procurou bloquear Éder, e Russo exerceu marcação individual em cima de Sócrates. Além disso, Trossero ficou na sobra, matando a jogada quando um dos companheiros era batido.

Russo marcou Sócrates em cima

2º TEMPO

No início da fase complementar a Argentina deu mais espaços ao Brasil, que, mais veloz, passou a ameaçar efetivamente o goleiro Fillol. Logo aos 2 minutos, Éder cobrou falta, a bola bateu na barreira, e o argentino, com incrível reflexo, mandou a corner.

Aos 5, Renato cruzou, Roberto entrou de cabeça e novamente Fillol surgiu para fazer outra defesa sensacional. Aos 7, foi a vez de Sócrates exigir do goleiro. Mas a melhor oportunidade do Brasil aconteceu nos 18 minutos, quando Leandro recebeu pela direita, cruzou, o zagueiro Brown falhou e Roberto perdeu gol feito. A partir dos 30 minutos, o jogo caiu muito, com jogadas ruins das duas equipes, justificando o empate sem gols, numa partida que não agradou ao público.

Técnico da Seleção Brasileira, Carlos Alberto Parreira

Parreira: Importante foi a classificação

O importante foi o Brasil se classificar. Não me importei com as vaias e com a reclamação de um bom futebol. O Brasil está classificado para a semifinal da Copa América e isso é o importante. Não o resultado do jogo ou a forma de atuar de nossa equipe”.

Foi dessa forma que o técnico da Seleção Brasileira, Carlos Alberto Parreira, analisou o empate do Brasil, diante da Argentina, ontem à noite, no Maracanã. Na opinião de Parreira, os argentinos vieram para buscar o empate e isto ficou evidente estratégia tática ermada pelo técnico Carlos Bilardo:

No segundo tempo, criamos algumas oportunidades de gol e o Leão foi um espectador privilegiado. A única defesa mais difícil sua foi quando cortou um cruzamento de soco. Mais nada”.

Segundo Parreira, o Brasil em nenhum momento da partida jogou pelo empate, mas não adiantava nada arriscar o gol faltando cinco minutos para terminar o jogo. Jogamos de acordo com o adversário.

O treinador se mostrou surpreso com a marcação argentina, segundo ele, inédita em toda sua história: “Nunca vi a Argentina marcar tão bem. O Brasil teve dificuldades para encontrar espaços”.

BRASIL        0        X        0        ARGENTINA

LOCALEstádio Mario Filho, o ‘Maracanã’, na cidade do Rio (RJ)
CARÁTERGrupo 2, da Copa América de 1983
DATAQuarta-feira, do dia 14 de setembro de 1983
HORÁRIO21h30min. (de Brasília)
RENDACr$ 78.769.800,00 (setenta e oito milhões, setecentos e sessenta e nove mil e oitocentos cruzeiros)
PÚBLICO53.921 pagantes
ÁRBITROMario Lira (FIFA/Chile)
AUXILIARESGaston Castro (Chile) e Hernan Silva (Chile)
CARTÃO AMARELOMiguel Ángel Russo e Claudio Marangoni (ARG); Éder e Márcio Rossini (BRA)
BRASILEmerson Leão; Leandro, Márcio Rossini, Mozer e Júnior; Andrade, Jorginho e Sócrates; Renato Gaúcho, Roberto Dinamite e Éder. Técnico: Carlos Alberto Parreira.  
ARGENTINAUbaldo Fillol; Julio Olarticoechea, José Luis Brown, Enzo Trossero e Oscar Garré; Miguel Ángel Russo, Claudio Marangoni e Alejandro Sabella (Victor Ramos);    Alberto Marcico (José Daniel Ponce), Ricardo Gareca e Jorge Burruchaga. Técnico: Carlos Billardo
GOLNenhum

FOTO: Acervo dos fotógrafos Custodio Coimbra e Olavo Rufino

FONTES: Jornal dos Sports (RJ) – Última Hora (RJ)

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Amistoso de 1965: Guarani (SP) 2 x 1 Bragantino (SP), em Campinas (SP)

Foto de 17/06/1965.
EM PÉ (esquerda para a direita): Deleu – Sidnei (goleiro) – Adilson – Cidinho – Tião Macalé – Diogo;
AGACHADOS (esquerda para a direita): Joãozinho – Nelsinho – Babá – Américo Murolo – Carlinhos.

GUARANI (SP)      2        X        1        BRAGANTINO (SP)

LOCALEstádio Brinco de Ouro da Princesa, em Campinas (SP)
CARÁTERAmistoso estadual
DATAQuinta-feira, do dia 17 de junho de 1965 (Corpus Christi)
RENDACr$ 1.040.500 (hum milhão e quarenta mil e quinhentos Cruzeiros)
ÁRBITRODionísio Maurício (Liga Campineira de Futebol)
EXPULSÃOFloriano (Bragantino) aos 40 minutos do 2º tempo.
GUARANISidnei; Deleu, Adílson e Diogo; Tião Macalé (Sudaco) e Cidinho; Joãozinho, Nelsinho, Babá, Américo Murolo e Carlinhos (Osvaldo). Técnico: Dorival Geraldo dos Santos.
BRAGANTINODarci (Floriano); Jackson (Dom Pedro), Mineiro, Walter e Araldo; Nardinho (Del Pozzo) e Afonsinho; Anacleto, Norberto, Buzzone (Valter Marinho) e Wilsinho. Técnico: Capitão João Moreira.
GOLSNelsinho aos 39 minutos (Guarani), do 1º Tempo. Wilsinho, de pênalti, aos 6 minutos (Bragantino); Sudaco aos 42 minutos (Guarani), no 2º Tempo.
CURIOSIDADEOsvaldo, do Guarani, desperdiçou um pênalti, chutando para fora aos 33 minutos da etapa final.

FOTO: Acervo e colorização de Zuzarte

FONTE: site Jogos do Guarani